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Disgrafia é um transtorno específico de aprendizagem que prejudica a expressão escrita e as habilidades motoras finas, provocado por um distúrbio neurológico associado à dificuldade para redigir letras e palavras.

Crianças e adultos que apresentam disgrafia têm a habilidade para o ato de escrever afetada, o que interfere em todos os aspectos do processo de escrita: ortografia, letra ilegível, letra “feia”, espaçamento, tamanho da caligrafia e expressão adequada.

A disgrafia é uma deficiência de aprendizagem baseada no cérebro que afeta a escrita. Como acontece com todos os transtornos de aprendizagem, a disgrafia é comum entre indivíduos com TDAH.

Até metade das crianças com TDAH nos EUA têm distúrbio de aprendizagem. Estima-se que 5 a 20% cento das crianças no mundo tenham algum tipo de déficit de escrita, como a disgrafia.

Sintomas

A disgrafia é normalmente identificada quando a criança aprende a escrever. No entanto, um distúrbio da expressão escrita pode permanecer não reconhecido durante os primeiros anos escolares, à medida que a habilidade de escrita de uma criança continua a se desenvolver. Por isso, o transtorno pode permanecer sem diagnóstico até a idade adulta.

Um dos principais sinais de disgrafia é a caligrafia confusa. De acordo com o National Center for Learning Disabilities (NCLD), os sintomas incluem:

  • Problemas para formar letras;
  • Pegada firme, desajeitada ou dolorosa de um lápis ou caneta;
  • Dificuldade para seguir uma linha reta ou permanecer dentro das margens;
  • Problemas com a estrutura da frase ou com as regras gramaticais ao escrever, mas não ao falar;
  • Dificuldade em organizar ou articular pensamentos no papel;
  • Diferença pronunciada entre a compreensão falada e escrita de um tópico.

Os sintomas da disgrafia geralmente mudam com o tempo. Crianças com disgrafia geralmente têm problemas com a mecânica da escrita e exibem outras deficiências motoras finas, enquanto a disgrafia em adolescentes e adultos se manifesta como dificuldades com gramática, sintaxe, compreensão e, geralmente, colocando pensamentos no papel.

Além disso, pessoas com disgrafia podem escrever mais devagar do que outras. Isso pode afetar a forma como elas se expressam por escrito. Elas também tendem a ter problemas com a ortografia, porque o processo de formação de palavras se torna dificultoso.

O que explica o transtorno?

A disgrafia não é uma questão de inteligência. Os desafios geralmente são causados por problemas com as habilidades motoras. Essas habilidades podem melhorar com ajuda especializada.

Ter problemas com as habilidades motoras tem um efeito direto na transcrição. Crianças que têm esses desafios podem ser diagnosticadas com transtorno de coordenação do desenvolvimento (DCD). Você também pode ouvir o termo dispraxia.

A disgrafia frequentemente ocorre junto com o TDAH e diferenças de aprendizado. Estes incluem dislexia, distúrbio da expressão escrita e distúrbio da linguagem expressiva. Portanto, é importante que as crianças passem por uma avaliação completa para entender se a dificuldade para escrever está associada à disgrafia ou a outras complicações de ordem neurológica, psiquiátrica ou psicológica.

Diferenças entre disgrafia e dislexia

A disgrafia está associada a dificuldades de escrita, enquanto a dislexia está associada a dificuldades de leitura. Ambos os distúrbios de aprendizagem compartilham alguns sintomas, como dificuldade de ortografia, que pode complicar o diagnóstico. É possível que ambos ocorram ao mesmo tempo.

Tratamento e diagnóstico

O termo “disgrafia” não é reconhecido pela American Psychological Association (APA) em seu Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Em vez disso, o DSM-5 lista problemas de escrita (bem como de leitura e matemática) na categoria de diagnóstico de “transtorno de aprendizagem específico”.

A disgrafia é geralmente diagnosticada por um psicólogo licenciado especializado em distúrbios de aprendizagem, embora possa envolver uma equipe de especialistas, incluindo terapeutas ocupacionais, professores de educação especial e psicólogos educacionais. O tratamento pode ser conduzido por profissionais da educação e da psicologia – e, quanto mais cedo ele começar, maiores são as chances de cura.