Entenda como a Nespresso faz de sua xícara de café um produto sustentável

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Impactos de uma xícara de café começam muito antes da degustação. Atenta à sustentabilidade, Nespresso se inspira na Economia Circular para estruturar seu modelo de negócios

Café Nespresso
Conteúdo em parceria com Nespresso
Imagem: Divulgação/Nespresso

As cápsulas de café se consolidaram no mercado como uma opção prática para garantir doses precisas aos apreciadores da bebida, evitando o desperdício de alimentos. A facilidade de tomar um espresso sem sair de casa, porém, exige que consumidores e fabricantes se esforcem para que os resíduos gerados por esse consumo não se tornem um problema. Pensando nisso, a Nespresso, maior empresa do ramo de cafés porcionados, organiza sua cadeia de produção segundo os princípios da Economia Circular, em uma busca contínua por melhorias em seus processos e produtos.

A escolha do alumínio como matéria-prima para as cápsulas Nespresso fez parte desse processo de circularidade, já que o material é infinitamente reciclável e ainda preserva o sabor e a qualidade do café armazenado. Além de investir nos postos de coleta e na reciclagem pós-consumo, a empresa começou a produzir cápsulas feitas com 80% de alumínio reciclado, como parte de seus planos de sustentabilidade.

A importância da segunda vida do alumínio

Segunda vida do alumínio
Imagem: Deividi Correa/Nespresso

O alumínio é um metal cujas características permitem sua utilização para diversas finalidades, o que faz com que seja um dos metais mais usados no mundo. Atributos como leveza, resistência e maleabilidade garantem vantagens competitivas aos produtos feitos com alumínio. Além disso, ele não perde suas características quando reciclado, o que o torna infinitamente reciclável.

Apesar de ser considerado o terceiro elemento químico mais abundante na crosta terrestre, o alumínio não é encontrado na natureza em formato metálico, mas sim como parte de diversos minerais e argilas. As rochas de bauxita são a principal fonte de alumínio metálico, que precisa ser extraído por meio de processos que demandam uma grande quantidade de energia elétrica.

A produção de um quilo de alumínio virgem chega a consumir 16,5 kWh, o que seria energia suficiente para manter um computador funcionando por oito horas, todos os dias, durante um mês. No Brasil, a indústria consome uma média de 14,9 megawatt/hora (MWh) de energia elétrica por ano para cada tonelada de alumínio produzida. Essa quantidade representa 6% de toda a energia elétrica gerada no país e faz com que esse ramo da indústria lidere o ranking brasileiro dos maiores consumidores industriais de energia elétrica.

A reciclagem do alumínio, por outro lado, gasta somente 5% da energia que seria necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio primário. Como o material não se degrada durante o processo, todo o alumínio enviado para reciclagem é reaproveitado, o que proporciona uma economia de 95% de energia elétrica, além de evitar a emissão de gases de efeito estufa no processo de extração do alumínio a partir da bauxita - cada tonelada de alumínio reciclado poupa a emissão de nove toneladas de CO2.

Estima-se que as reservas mundiais de bauxita totalizem cerca de 34 bilhões de toneladas. O Brasil possui 10% desse total (em torno de 3,6 bilhões de toneladas) e a indústria brasileira de alumínio tem participação significativa no PIB do país, representando cerca de 4,9% do PIB Industrial. As características do alumínio, seu valor comercial e a eficiência energética de seu processo de reciclagem fazem com que o reúso do material seja economicamente viável e vantajoso. Esses fatores são o que garante a reciclagem de cerca de 95% das latas de alumínio produzidas no Brasil.

Sabor sustentável

Sabor sustentável
Imagem: Deividi Correa/Nespresso

No caso do café, a embalagem de alumínio traz a grande vantagem de preservar as características do produto dos efeitos da luz, do ar, do calor e de outros fatores externos, o que contribui para a qualidade dos produtos. Além da reciclabilidade, esse fator foi importante para que a Nespresso optasse pelo alumínio como embalagem para suas cápsulas.

Todas as cápsulas Nespresso são produzidas na Suíça, onde grãos de café cultivados em várias regiões do mundo são porcionados de modo individual nos pequenos potinhos de alumínio. Pensada segundo os princípios do ecodesign, cada cápsula tem um grama de alumínio e nove gramas de café, sendo que os dois elementos podem ser reciclados. “As cápsulas Nespresso são feitas de alumínio, material 100% reciclável, e nós damos um destino correto para os dois materiais que as compõem. Aqui no Brasil, o alumínio volta para a cadeia produtiva e o pó de café é compostado e vira adubo orgânico, assim a gente consegue fechar o ciclo”, explica Claudia Leite, gerente da área de Criação de Valor Compartilhado da Nespresso no Brasil.

A origem do alumínio usado para a produção das cápsulas também faz parte do modelo circular e de mínimo impacto buscado pela Nespresso. Por isso, a empresa foi um dos membros fundadores da Aluminium Stewardship Initiative (ASI), organização que lançou o primeiro padrão global de aquisição de alumínio sustentável. As cápsulas Nespresso possuem a ASI Certification Performance Standard, certificação que indica que o material segue padrões de sustentabilidade em sua produção.

Após o consumo, a companhia encoraja a devolução das cápsulas em postos de coleta disponíveis nas lojas Nespresso, pontos de venda credenciados e cooperativas parceiras. Todas as cápsulas coletadas são enviadas para o Centro de Reciclagem da Nespresso, na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. Ali é feita a separação do pó de café e do alumínio por meio de um processo mecânico, sem a utilização de água, que foi desenvolvido pela própria empresa. Os restos de café são compostados e o alumínio, reciclado.



Em cidades e regiões onde não há postos de coleta disponíveis, a melhor opção é juntar algumas cápsulas, desmontá-las para separar o metal da borra de café e enviar o alumínio para a reciclagem comum. A Nespresso tem um trabalho contínuo de expansão de seus postos de coleta. Atualmente, 81% dos consumidores tem acesso à reciclagem, o que deve chegar a 100% até o final de 2020.

Preocupação socioambiental desde o plantio dos grãos

Preocupação socioambiental
Imagem: Divulgação/Nespresso

Antes de chegar na embalagem de alumínio, o café da Nespresso passa por um rigoroso processo de controle de qualidade. A empresa se mantém atenta aos impactos socioambientais que uma xícara de café pode gerar muito antes de sua degustação e por isso alia práticas de excelência no campo com medidas de treinamento e proteção aos produtores.

O Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável™, lançado pela empresa em 2003 em colaboração com a ONG Rainforest Alliance e o Imaflora, faz parte desses esforços de criação de impacto positivo e tem o objetivo de fornecer aos produtores conhecimentos e técnicas que os apoiem no cultivo de um café de alta qualidade. O programa é dividido em três frentes: trabalho com produtoras e produtores, focado na relação direta com a atividade desenvolvida por cada fazenda, considerando aspectos ambientais, econômicos e sociais; trabalho com agrônomas e agrônomos, para garantir a qualidade no campo e ajudar a desenvolver planos personalizados, junto com os produtores e produtoras de café, de forma a aumentar a produtividade e a sustentabilidade; e parcerias com organizações que possam proporcionar oportunidades únicas na cadeia do café.

Atualmente, cerca de 110 mil produtoras e produtores de café em 14 países participam do programa e são auxiliados por mais de 450 agrônomas e agrônomos, que ajudam a cultivar o café de forma sustentável. São 1200 fazendas só no Brasil. A ideia é implementar o uso de práticas ecologicamente corretas e que contribuam para uma melhor qualidade de vida das trabalhadoras e trabalhadores.

Os produtores usam o chamado manejo integrado de cultivo, técnica que prioriza o monitoramento de pragas e doenças e o controle químico. Na plantação, recursos como barreiras de vento, cobertura vegetal no solo e um bom manejo pré e pós-cultivo são usados para evitar que as pragas apareçam, reduzindo efetivamente o uso de agrotóxicos. Essas medidas em geral são suficientes para combater a broca, por exemplo, um inseto que fura o grão de café e prejudica sua qualidade.

O Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) representa a Rainforest Alliance no Brasil e desde o começo adaptou as ferramentas de avaliação de qualidade sustentável usadas pela organização internacional para os padrões brasileiros. O programa AAA da Nespresso foi criado a partir das normas de certificação da Rainforest Alliance (de manejo sustentável) e agregou dimensões de qualidade dos grãos de café, que outros certificados não abarcam.

Além do manejo ecológico do solo, para atingir o padrão de qualidade exigido pela Nespresso as fazendas também precisam adotar medidas de proteção dos recursos hídricos e tratamento de águas residuais. Isso exige regularização dos sistemas de esgoto e fossas sépticas. Existe também a preocupação com a manutenção de áreas de reserva legal, que funcionam como importantes corredores de biodiversidade. A Fundação SOS Mata Atlântica é uma das entidades parceiras da Nespresso em projetos de reflorestamento.

Da plantação à máquina

Da plantação à máquina
Imagem: Selva Bizzaria/Nespresso

Os padrões de qualidade e as certificações usadas tanto para os grãos de café quanto para o alumínio garantem que as cápsulas Nespresso cheguem às máquinas com a melhor qualidade e o menor impacto possível. A própria máquina é um componente importante no processo e é planejada para preparar até 9 mil doses de café - número que pode chegar a 15 mil doses com a assistência técnica oferecida pela Nespresso. Tomando dois café por dia, todos os dias, seria possível usar uma máquina Nespresso por 20 anos, já que o equipamento é produzido e projetado para durar.

E a ideia é realmente essa. A Nespresso espera que seus consumidores tenham um equipamento durável, já que as máquinas são robustas e resistentes, produzidas com materiais de alta qualidade. Ao todo, 95% das peças das máquinas são recicláveis, sendo que 40% das peças de plástico são feitas com plástico reciclado. Além disso, a caixa externa que reveste as máquinas Nespresso também está sendo produzida com 95% de material reciclado desde o início de março deste ano. Essas novas máquinas possuem metade das peças e do peso que uma máquina Nespresso tinha há 10 anos, o que facilita a reciclabilidade do equipamento.

Uma segunda vida para o alumínio

Segunda vida do alumínio
Imagem: Divulgação/Nespresso

Os contínuos esforços da Nespresso em sua busca por um produto que alinhe qualidade e sustentabilidade incluem também a busca por novas opções para suas embalagens. Além das certificações em suas matérias-primas e dos postos de coleta pós-consumo, a Nespresso anunciou que começará a produzir suas cápsulas com 80% de alumínio reciclado.

As primeiras cápsulas a serem adaptadas ao novo padrão serão as da variedade Master Origin Colombia, um dos cafés que a Nespresso comercializa para o público geral. A transformação será gradual e está em curso na Europa desde maio. Essas cápsulas devem chegar ao Brasil agora em julho e, até o final de 2021, a empresa espera que todos os seus cafés comercializados para o consumidor final estejam em conformidade com o novo formato.

Com isso, o alumínio das novas cápsulas Nespresso já estará em sua segunda vida - podendo ganhar novas vidas posteriormente, já que o material pode ser reciclado infinitas vezes. Estima-se que 75% de todo o alumínio produzido no mundo ainda esteja em uso, graças à sua reciclabilidade, e a Nespresso quer que suas cápsulas façam parte dessa circularidade. “A Nespresso assume o seu papel enquanto indústria e o consumidor participa disso com a gente, devolvendo suas cápsulas nos postos de coleta. É um processo de responsabilidade compartilhada”, diz Claudia.

No Brasil, a Nespresso investe mais de R$ 5 milhões de reais por ano em ações ligadas à sustentabilidade. Desde 2011, atua com um sistema próprio de reciclagem (que pode ser visitado on-line), responsável por separar o pó de café do alumínio. Atualmente, a companhia possui 157 pontos de coleta espalhados pelo Brasil. A taxa global de reciclagem efetiva no país saltou de 13,3% em 2017 para 23% agora em 2020. Saiba mais na matéria: "Mitos e verdades sobre a reciclagem de cápsulas Nespresso".

Consumidor tem papel chave

Consumidor Nespresso
Imagem: Divulgação/Nespresso

Os esforços de sustentabilidade da Nespresso dependem da participação do consumidor, que é fundamental. A empresa busca engajar seus clientes e promove várias campanhas para divulgar o programa de logística reversa, mas a reciclagem só acontece se as cápsulas forem devolvidas.

A quantidade de alumínio necessária para a fabricação de cada cápsula de café é de apenas 1g, o que faz com que o resíduo se torne um desafio econômico para a coleta seletiva tradicional. Uma latinha de refrigerante ou cerveja, em comparação, tem em média 14 gramas de alumínio. A cápsula Nespresso é bem menor e, para garantir que seja de fato reciclada, o consumidor precisa contribuir com a devolução de seus resíduos em um dos postos de coleta disponibilizados pela Nespresso em todo o Brasil.

Dos postos, as cápsulas são enviadas para o centro de reciclagem por meio do sistema de logística reversa da empresa. No entanto, o retorno das cápsulas para reciclagem enfrenta o desafio que envolve o engajamento dos usuários. 81% dos consumidores de cápsulas Nespresso já contam com acesso a postos de reciclagem para devolução - aumentar essa porcentagem faz parte dos planos de sustentabilidade da empresa, que está ampliando o número de parcerias com cooperativas de reciclagem capazes de captar tais resíduos, com o intuito de atingir 100% de cobertura para logística reversa até o final de 2020. A Nespresso assume a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e o cliente também tem um papel chave nessa cadeia de consumo, que depende de suas atitudes para atingir o modelo preconizado pela Economia Circular.


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