Para que serve o chá de cavalinha

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Chá de cavalinha é usado desde a Grécia antiga como um diurético natural

chá de cavalinha
Imagem editada e redimensionada de Alesah Villalon, está disponível no Unsplash

O chá de cavalinha é uma bebida preparada a partir da planta de nome científico Equisetum arvense. Essa herbácea é nativa das regiões árticas e temperadas do hemisfério norte, sendo usada desde a Grécia antiga por pessoas com retenção de líquidos como um diurético natural.

A cavalinha, também chamada popularmente de equiseto e equiseto menor, é descendente de uma planta muito maior que teve origem há trezentos milhões de anos. Hoje, cresce na Europa, América do Norte e Canadá. Suas hastes em forma de tubo e folhas em forma de escama fazem com que pareça um cruzamento entre um bambu e uma samambaia.

Para que serve

Aparentemente, a cavalinha é capaz de promover uma reação no organismo humano que aumenta a produção de urina. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente como ou por que ela tem esse efeito. Mas um estudo que comparou um diurético comum - a hidroclorotiazida - com a cavalinha, concluiu que ambos apresentaram efeitos diuréticos, sem causar perda excessiva de eletrólitos.

Além de ser usada por seu efeito diurético, a cavalinha é usada nos cuidados de pele, unhas, cicatrização de feridas, osteoporose e reparo ósseo. Alguns pesquisadores levantam a hipótese de que seus possíveis benefícios à saúde podem ser devidos à presença de um mineral chamado sílica, que ajuda o organismo humano a armazenar o cálcio necessário para formar ossos, unhas e cabelos fortes.

Os princípios ativos da cavalinha são saponinas, flavonoides, taninos, alcaloides, ácidos diversos, resinas, vitamina C, lignanos e sais minerais diversos, incluindo potássio, cálcio, fósforo, ácido silícico e compostos hidrossolúveis derivados do silício. As partes utilizadas são os talos, que podem ser colhidos no final do verão e usados em decocção (para gargarejos, banhos e compressas.

Usos

chá de cavalinha
Imagem editada e redimensionada de Morgan Sessions, está disponível no Unsplash

Na forma de chá, é recomendado fazer a Infusão ou decocção dos talos a 5% (50 gramas de cavalinha por litro de água) e consumir entre três e quatro xícaras por dia. Em caso de hemorroida, é recomendado utilizar supositório de 200 mg. Na forma de tintura, na proporção de 30 gramas de cavalinha por 500 ml de álcool de cereais, ingerindo até uma colher de sopa por dia ou para uso tópico.

O extrato seco pode ser consumido entre 200 a 500 miligramas por dia; e o pó de um a dois gramas antes de cada refeição. Quando se pretende uma atividade diurética, a temperatura de preparo deve ser menor (inclusive na preparação de extratos), pela presença de substâncias termolábeis; Outros usos: Os talos secos podem ser utilizados para dar polimento em estanho, prata e madeira; Seu pó também foi utilizado por livreiros, para conservação de páginas de livros antigos; Também utilizado em agricultura orgânica como auxiliar no controle de pragas em hortas e pomares.

Tempo de uso

Para uso tópico é possível utilizar a cavalinha pelo tempo que se fizer necessário. Já para o uso interno aconselha-se que se evite o uso contínuo e prolongado.

Efeitos colaterais

O chá de cavalinha ou outras formas de uso podem apresentar efeitos colaterais como problemas de coordenação motora, emagrecimento, hipotermia, diarreia, cefaleia, anorexia e disfagia. Além disso, a cavalinha pode apresentar interação medicamentosa com anticoagulantes, outros diuréticos, anti-hipertensivos, cálcio e taninos.

Ele é contraindicado na gravidez e lactação.



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