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A espécie, uma das duas do gênero, habita restingas do Rio de Janeiro, um ambiente ameaçado pela ocupação humana

Por Agência Fapesp | O nome popular de Xenohyla truncata pode parecer meio sem graça: perereca-frugívora. Mas denota algo fora do comum, já que anfíbios não costumam incluir frutos em seus cardápios. A espécie, uma das duas do gênero, habita restingas do Rio de Janeiro, um ambiente ameaçado pela ocupação humana. Ao fazer um inventário da fauna no município de Búzios, um grupo de pesquisadores de diferentes universidades (estudantes de pós-graduação e um técnico) fazia gravações das vocalizações desses animais, até então não registradas, e se surpreendeu ao ver que eles mergulhavam dentro de flores, onde passavam até 15 minutos bebendo néctar. Mais uma preferência alimentar inédita para anfíbios, que poderia beneficiar as plantas por meio da polinização e da dispersão de sementes. A ação polinizadora precisa ainda ser confirmada por estudos mais complexos, porque depende de o pólen chegar íntegro – e não inviabilizado pelas substâncias secretadas pela pele das pererecas – a outras flores da mesma espécie. “Não sabemos o que leva esses animais a adotarem essa dieta”, diz o zoólogo Luís Felipe Toledo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), orientador de dois dos estudantes que participaram da descoberta. “Continuamos a encontrar bichos fazendo coisas que não esperávamos”, ressalta (Food Webs, 28 de março).

Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.


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