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Em uma manhã de muito conteúdo, SAP, Boomera, WPO, Milliken, Futamura e Verra, dividiram conhecimentos com os mais de 800 participantes do Fórum

Na terceira edição do Fórum ABRE de Economia Circular importantes empresas apontaram os caminhos que estão sendo tomados para a transição de uma economia linear para a circular.

No primeiro debate do dia, Guilherme Brammer, CEO da Boomera e Adriana Aroulho, Presidente da SAP Brasil falaram sobre a circularidade sendo construída a partir do capitalismo de stakeholders e entre as principais mensagens estavam a importância da criação de plataformas para a conexão de atores de todo o ecossistema de embalagem e bens de consumo através de dados. Eles também falaram que para avançarmos na economia circular é crucial o uso de tecnologia, a gestão de resíduos precisa passar de analógica para digital, o que proporcionará eficiência em todo o processo.

A utilização de tecnologias inteligentes são fundamentais para aumentar o ciclo de vida dos produtos, dos recursos e todas as ações precisam estar conectadas. Cristina Neri, Vice-Presidente da Milliken na América Latina, falou sobre a jornada empresa rumo a economia circular e quais são os novos desenvolvimentos da organização para tornar os produtos mais circulares.

No centro da estratégia está a Análise de Ciclo de Vida (ACV), em 100% dos novos produtos e a diminuição de camadas nas embalagens ou a utilização de monomateriais. O Gerente de Vendas e Marketing da Futamura, Jake Herbert, abordou o tema “Tendências em filmes compostáveis” e segundo ele, os filmes compostáveis já entregam a proteção técnica e o desempenho necessário para alimentos, e podem ser usados em cafés, chás, snacks, alimentos secos, entre outros.

Para trazer um panorama do cenário internacional, Johannes Bergmair e Nerida Kelton, ambos da WPO – World Packaging Organisation ressaltaram que a economia circular é uma jornada e cada país precisa definir as suas estratégias. Na Europa, a legislação vem sendo discutida desde 1994 e a participação da sociedade, indústria, marcas e governo é fundamental para que o tema avance. Segundo eles, salvar alimentos é algo prioritário, portanto, nunca se pode esquecer as reais funções da embalagem, antes de tudo, a embalagem deve preservar o produto contribuindo para evitar a perda e o desperdício de alimentos. De acordo com Bergmair e Kelton, em um futuro próximo, as metas de reciclabilidade impactarão nos custos dos produtos.

No último painel do dia, com a Verra, associação global que ajuda empresas a enfrentar os desafios ambientais e sociais mais difíceis do mundo, David Antonioli CEO da empresa, Sinclair Vincent, Gerente Sênior de Desenvolvimento de Programas e Maggie Lee, Líder do Programa de Redução de Resíduos de Plásticos, ambas da Verra, abordaram o tema “Mecanismos financeiros para projetos de alto impacto”, que trouxe como ideia central como assegurar a correta jornada dos plásticos por meio de novos mecanismos de crédito, créditos esses que servem para as transações de propósito, análogos aos créditos de carbono. Segundo a Verra, que desenvolve e gerencia padrões que ajudam o setor privado, é fundamental que projetos desse tipo sejam priorizados dentro das corporações e que essas tenham guias que assegurem a jornada do plástico.
É crucial para que essa jornada dê certo medir, agir e comunicar o progresso das ações, pois é assim que se gera comprometimento com todos os elos envolvidos. Confira o programa do segundo e terceiros dias em
www.abre.org.br/forum_economia_circular_2021/#programa