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Pesquisa revela que níveis mais altos de testosterona em homens podem afetar disposição para a generosidade

Imagem de Free-Photos em Pixabay

Uma equipe de pesquisadores afiliados a diversas instituições chinesas encontrou uma ligação entre a generosidade nos homens e seus níveis de testosterona. Em artigo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, o grupo descreve os experimentos realizados com voluntários do sexo masculino e detalham tudo o que aprenderam sobre o impacto dos níveis de testosterona no comportamento desses indivíduos.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que quantidades elevadas de testosterona nos homens poderiam afetar negativamente a tomada de decisões, contribuindo para o desenvolvimento de condutas antissociais, danos a relacionamentos românticos e, em alguns casos, aumento no desejo por bens materiais.

Nos homens, a produção de testosterona ocorre principalmente nos testículos e nas glândulas suprarrenais. O impacto desse hormônio no cérebro varia de acordo com a quantidade produzida – ou seja, é diferente de indivíduo para indivíduo.

Munidos dessas informações, os pesquisadores se perguntaram se níveis elevados do hormônio poderiam ter um impacto sobre a generosidade. Para descobrir, a equipe reuniu 70 voluntários do sexo masculino, com idades entre 18 e 25 anos.

O experimento começou separando os voluntários em dois grupos e esfregando um gel nos braços de cada participante. No primeiro grupo, o gel continha 150 miligramas de testosterona; o segundo grupo, por sua vez, recebeu um placebo.

Na etapa seguinte, os pesquisadores explicaram o conceito de distância social – ou proximidade emocional – para ambos os grupos. A equipe então solicitou que os voluntários avaliassem quão próximos eles se sentiam de determinadas pessoas que faziam parte de suas vidas.

Em seguida, foram excluídos todos os voluntários que relataram manter relacionamentos negativos com as pessoas avaliadas. Depois, os pesquisadores pediram aos voluntários que avaliassem o grau de distância social das pessoas em suas vidas. Depois disso, os participantes receberam uma quantia em dinheiro, que diferia de indivíduo para indivíduo.

Na etapa posterior, cada um dos voluntários foi solicitado a passar por um teste em uma máquina de ressonância magnética funcional, enquanto os pesquisadores escolhiam uma das pessoas que os voluntários haviam avaliado e, em seguida, pediam ao voluntário para tomar uma decisão sobre o dinheiro: eles poderiam manter a quantia somente para si próprios ou dividir o montante com a pessoa escolhida pelos pesquisadores.

Ao estudar os dados, a equipe descobriu que os voluntários tendiam a dividir o dinheiro com as pessoas que haviam avaliado como “próximas” em seu círculo social. No entanto, aqueles que haviam recebido a testosterona em gel acabaram sendo menos generosos.

A partir das imagens de ressonância magnética, os pesquisadores também encontraram diferenças na atividade da junção temporoparietal no cérebro – a parte do cérebro associada à empatia. Os resultados da pesquisa se alinham às evidências apontadas por estudos anteriores.

Em 2019, por exemplo, uma investigação conduzida por pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha concluiu que níveis elevados de testosterona dificultam o desenvolvimento da empatia e podem estar associados ao autismo – um transtorno com alta taxa de prevalência em indivíduos do sexo masculino.


Fontes: Proceedings of the National Academy of SciencesMedical Xpress e The Conversation


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