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Postura foi considerada evasiva por analistas

Imagem: François Mori/AP

O tema do rompimento da barragem de Mariana foi o ponto mais importante citado pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de abertura na 21ª Conferência do Clima (COP21) da ONU, no dia 30 de novembro. 

A líder do país classificou o episódio envolvendo a empresa Samarco, controlada pela BHP Billiton e pela Vale, como “o maior desastre ambiental da história do Brasil”. Severas punições aos responsáveis também foram prometidas – o Ibama já anunciou multa de R$ 250 milhões à empresa.

“A ação irresponsável de uma empresa provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do rio Doce”, disse a presidente. “Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”.

A respeito do clima e do fenômeno El Niño, a presdente afirmou: “O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros. Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força”.

Dilma defendeu a adoção de um acordo global que tenha caráter compulsório para todos os países que participarem.

Repercussão

Para analistas, a declaração mostra uma postura evasiva do governo na questão da Samarco, ainda mais defendendo um modelo de desenvolvimento econômico, assim como faz a oposição, que não leva em conta as contrapartidas ambientais (e sim o crescimento a qualquer custo), para além das responsabilidades federais no caso específico de Mariana (para saber mais a respeito, clique aqui).

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