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Região abriga sete dos 36 países com maiores índices de escassez de água. Para Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), países caribenhos não têm governança, nem recursos para enfrentar agravamento das estiagens

Imagem: FAO

Mudanças climáticas vão agravar a intensidade e a frequência das secas no Caribe, prejudicando a produção de alimentos da região – que abriga sete dos 36 países com maiores índices de escassez de água do mundo. Em nações como Barbados e Antígua e Barbuda, a disponibilidade de água doce per capita fica abaixo dos mil metros cúbicos por ano.

O alerta é de um novo relatório publicado em 22 dej unho pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O documento alerta que países caribenhos carecem de uma governança efetiva e dos recursos humanos e financeiros necessários para enfrentar com eficácia os problemas de estiagem, pois concentrou suas ações principalmente na contenção de inundações e na resposta a tempestades.

De 1970 a 2000, o Caribe sofreu perdas diretas e indiretas estimadas entre 700 milhões e 3,3 bilhões de dólares devido a desastres naturais associados a fenômenos meteorológicos e climáticos.

Atualmente, a região já enfrenta secas anuais que afetam a agricultura, os recursos hídricos e o meio ambiente. Apesar de as consequências serem geralmente compensadas pelas temporadas de chuvas, as estações úmidas duram menos que as secas e os índices de precipitação anuais têm sido cada vez menores do que os esperados.

Segundo a FAO, a grave estiagem que ocorreu entre 2009 e 2010 — a pior em 40 anos — obrigou o Caribe reagir e a começar a incorporar a prevenção de secas em suas estratégias de prevenção.

A conjuntura é particularmente preocupante porque a maior parte da agricultura caribenha é de sequeiro — técnica que lida com o cultivo de espécies que não precisam de irrigação constante e que conseguem germinar e crescer com o aproveitamento adequado da água das chuvas em regiões de baixa pluviosidade.

A falta de precipitações, porém, tem levado à expansão da irrigação — o que encarece a produção e torna a água doce um recurso cada vez mais importante.

Seca afeta agropecuária de diferentes maneiras

Segundo a FAO, um período de seca de apenas sete dias já leva à redução dos rendimentos de agricultores, principalmente os familiares.

A estiagem também afeta o valor nutricional das áreas de pastagem de gado — espécies já tolerantes a falta de água —, uma vez que o pasto que cresce em locais de seca é de menor qualidade. O resultado são animais mais fracos e também suscetíveis a doenças.

Os mais pobres também são vulneráveis já que frequentemente as secas estão associadas à elevação dos preços dos alimentos. A água dessalinizada, mais cara, torna-se uma fonte de abastecimento cada vez mais importante no Caribe e representa até 70% do fornecimento em Antígua e Barbuda.

Nas comunidades rurais, as redes hídricas são atingidas de maneira mais forte durante as estiagens, deixando crianças em risco de não ingerirem quantidades adequadas de água.


Fonte: ONUBr


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