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Concreto é um dos principais materiais de construção e possui impactos ambientais significativos

concretoImagem de Debby Urken no Unsplash

Concreto é uma massa que pode ser moldada em diferentes formas e tamanhos. Ele é criado a partir da mistura de material de ligação (cimento ou cal) com água, aditivos e agregado, que pode ser areia, cascalho, pedra ou lascas de tijolo, entre outros materiais.

O concreto é um dos principais materiais de construção, sendo utilizado em diferentes obras, como casas, edifícios, infraestrutura, colunas e lajes. Ele é bastante utilizado devido às suas características: resistência, acessibilidade, durabilidade e flexibilidade. No entanto, seus impactos ambientais são significativos.

Tipos de concreto

O concreto pode ser preparado de maneiras diferentes. Por isso, podemos falar em tipos de concreto com características diferentes. Conheça alguns:

Concreto convencional

O concreto convencional utiliza uma mistura de cimento, água e agregados graúdos. Por não ter aditivos, esse tipo de concreto possui consistência mais seca.

Concreto armado

Esse tipo de concreto tem sua resistência auxiliada pela colocação de fios, hastes de aço ou cabos. Esses materiais juntos criam uma forte ligação e, assim, os dois resistem a diversas forças aplicadas.

Concreto protendido

O concreto protendido também utiliza barras ou tendões. No entanto, esses materiais são tensionados antes da aplicação real do concreto. Depois da aplicação, as barras são colocadas em cada extremidade e, quando o concreto endurece, a peça final é colocada em compressão.

Concreto leve

O concreto leve é feito a partir de agregados leves, como materiais naturais (escória, pedra-pomes, argila e xistos) ou materiais processados (vermiculita e perlita).

Impactos ambientais

O concreto é um composto que utiliza o cimento como um dos seus principais componentes. O cimento, no entanto, é um material que traz riscos ao meio ambiente e à saúde humana.

Sua produção é responsável por 8% das emissões de gás carbônico (CO2) no mundo. Também é o segundo material mais consumido no planeta, perdendo apenas para a água. Apesar dos benefícios, sua presença em escala massiva na construção civil implica em elevados danos ambientais.

Seus principais impactos estão relacionados ao processo de produção, em que as fábricas do material acabam poluindo o ambiente. Durante o processo, há uma alta emissão de material particulado e poluentes gasosos, como o dióxido de carbono (CO2). Estima-se que a fabricação de 1 kg de cimento libere cerca de 1 kg de dióxido de carbono.

Além desses impactos, o cimento também pode apresentar riscos à saúde humana, sobretudo, aos trabalhadores que manuseiam esse material. Segundo estudo, o cimento é classificado como “material irritante”, reagindo quando em contato com a pele, olhos e vias respiratórias.

Assim, cientistas buscam meios alternativos para a produção de concreto. Existem diversas pesquisas sobre possibilidades de concreto sustentável que buscam um material feito sem cimento.

Concreto sem cimento

Em busca de opções mais ecológicas para a receita de concreto, cientistas da Universidade de Tóquio utilizaram uma fórmula que une as partículas de areia. A equipe fez experiências com diferentes misturas aquecidas em um recipiente de cobre, executando diversas variações.

Os pesquisadores descobriram uma maneira de obter o tetraalcoxissilano, um composto capaz de induzir um processo em que o resultado final é um gel e pode ser útil para a produção de concreto sem cimento. O composto pode ser obtido a partir da areia, por meio de uma reação com álcool e um catalisador que remove a água, que é um subproduto da reação.

Segundo os cientistas, os produtos obtidos na pesquisa são suficientemente fortes. Assim, espera-se que as descobertas possam promover um movimento em direção a uma indústria de construção mais verde e econômica, colaborando para resolver as questões de mudanças climáticas.

Para conhecer outras soluções de concreto sustentável, visite a matéria “O que é concreto sustentável?”.


Fontes: Civil Today, DCPU e Universidade de Tóquio.


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