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Mesmo animais aparentemente saudáveis podem transmitir doenças para os seus donos, especialmente se houver muito contato com eles

Animais de estimação já fazem parte das nossas vidas e não é de hoje. A relação ente homem e animais data de milhares de anos e, com o passar do tempo, ela ficou cada vez mais estreita – não é difícil encontrar famílias que considerem certos animais como membros da família. Algumas pessoas chegam até a dividir tudo com eles, inclusive a cama. Mas haveria algum problema em dormir junto com bichinhos de estimação? Bruno Chomel e Ben Sun, da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia, dizem que sim.

Segundo estudo de Chomel e Sun, dormir com o animal de estimação pode proporcionar doenças em seu dono. Não somente dormir, mas também deixar o cãozinho te lamber e dar beijos e abraços nele. Pets aparentemente saudáveis podem carregar muitos parasitas, bactérias ou vírus que causam doenças (moderadas e também as que podem trazer risco de vida aos donos).

Doenças que os animais podem transmitir ao homem e vice-versa são chamadas de zoonoses. Alguns exemplos mais comuns estão em contrair pragas de animais que estejam infestados com pulgas, bactérias (como a Staphylococcus aureus, que é resistente a antibiótico) ou vermes parasitas.

“Ter animais de estimação traz muitos benefícios, tais como suporte psicológico, amizade, e até boas práticas de saúde (fazer exercícios físicos e reduzir estresse). Contudo, em muitos países, os animais têm sido substitutos dos atos de ter e criar filhos, resultando em um excessivo cuidado com o pet. Dividir nossas horas de descanso com nossos animais pode ser uma fonte de conforto psicológico, mas, pelo fato de que os animais podem trazer uma grande diversidade de agentes zoonóticos, dividir a cama está também associado a riscos” ,  escreveram Chomel e Sun na publicação Emerging Infectious Diseases.

Os autores do estudo analisaram vários casos e concluíram que o risco de ficar doente por dormir, deixar-se lamber e ter o costume de beijar ou abraçar o pet é alto, mas pode ser reduzido mantendo os animais saudáveis e evitando tais práticas.

Para o veterinário Oswaldo Medeiros Batista Neto, alguns cuidados devem ser tomados quando se decide manter o animal na cama, como vermifugá-lo com frequência, levá-lo frequentemente ao veterinário, dar banhos semanais e manter as vacinações em dia. E acrescenta: “com a humanização dos cães e gatos devido à vida corrida nos grandes centros urbanos, acabamos transferindo o amor de um filho para um pet e devemos tratá-los com os mesmos cuidados e atenção à saúde, além do amor incondicional”.

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