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Livro aborda a desigualdade de gênero, o abandono infantil e a importância dos movimentos sociais para mudar o mundo

O livro Encontre-me sem medo Kennedy Odede encontrou seu primeiro cabelo branco aos 6 anos. Seu nome foi inspirado em John F. Kennedy. Primogênito de oito filhos, cresceu em Quibera, a maior favela do Quênia, na África, uma comunidade marcada por índices enormes de violência, pobreza e desigualdade de gênero, onde pesam a omissão do estado e a falta de acesso a necessidades fundamentais, como saneamento básico, urbanização, saúde pública e educação.

Revivendo a história de tantas e tantas crianças abandonadas pela sociedade, aos 10 anos Kennedy foi morar sozinho nas ruas de Nairóbi. Sem teto e desolado com seu futuro, ele tinha 16 anos quando recebeu um livro com os discursos de Martin Luther King Jr. Inspirado, juntou todo o dinheiro que tinha e comprou uma bola de futebol por 20 centavos. Reuniu então um grupo de jovens e, determinado, deu início a um movimento social para trazer esperança à sua comunidade. O projeto foi batizado de Shining Hope for Communities (SHOFCO).

Alguns anos mais tarde, Jessica Posner, uma estudante da Universidade de Wesleyan, nos Estados Unidos, foi passar uma temporada no Quênia trabalhando como voluntária para a SHOFCO. Apesar das objeções incrédulas de Kennedy, a garota mudou-se para sua pequena casa em Quibera. Os dois se apaixonaram.

Encontre-me sem medo conta a história de centenas de meninas florescendo – e, pelo exemplo, trazendo suas comunidades com elas –, tudo porque Jessica e Kennedy, duas pessoas de vidas diferentes, acreditam que cada menina importa. Este livro nos oferece o maior de todos os presentes: a esperança.” – Gloria Steinem

A história que ali se iniciou foi repleta de aprendizados mútuos, descobertas, dificuldades e reviravoltas. A vida ainda reservava muitas provações, especialmente para Kennedy, que precisou se refugiar do próprio país. Mas algo sempre esteve em seu coração: a lealdade à sua comunidade. E para lá eles retornaram, juntos, e criaram uma escola para a sua população mais vulnerável: as meninas. Assim nasceu a Escola para Meninas de Quibera.

O incansável trabalho de ambos, a alquimia de sua união e o recanto de esperança que a colaboração brilhante dos dois construiu em Quibera atraíram o suporte de membros da comunidade e de muitas pessoas ao redor do mundo. Com esse apoio, Kennedy e Jessica já foram capazes de fornecer água, tratamento de saúde e programas de microcrédito e empreendedorismo para mais de 2,4 milhões de pessoas em Quibera e outras dezesseis favelas urbanas do Quênia até hoje. Em razão dos seus esforços, centenas de meninas têm o potencial de se tornarem futuras líderes do Quênia e milhares de pessoas vivendo na pobreza extrema possuem agora acesso a água tratada, cuidados médicos e programas de empoderamento econômico. As garotas da SHOFCO vão à escola todos os dias em seus uniformes azuis e suéteres vermelhos imaculados, cheias de esperança e ambição para o futuro. Lá, seguem um currículo rigoroso e superam os alunos das escolas mais caras do Quênia. Ao elevar essas meninas, Kennedy e Jessica deram início a uma revolução sútil, porém poderosa, em cada comunidade.