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Em Baotou, extração de metais de terras raras causa graves consequências

Imagem: Liam Young/ Unknown Fields

A China é o maior produtor mundial de metais de terras raras. Tais itens apresentam essa nomenclatura porque têm propriedades muito similares e por serem de difícil separação, apesar de alguns deles serem abundantes na crosta terrestre. Baotou, cidade com 2,5 milhões de habitantes localizada no interior da Mongólia, destaca-se na produção de alguns destes metais, como o cério e o neodímio.

Estes dois metais são amplamente utilizados pela indústria que, entre outras aplicações, os utiliza na produção de turbinas eólicas, carros elétricos e gadgets. O neodímio é o ímã permanente mais forte conhecido e é utilizado em vários eletrônicos em que são exigidos pequenos peso e volume, além de força magnética considerável. Também é usado para colorir vidros e fabricar óculos de proteção, pois absorve a luz amarela de chamas. Os óxidos de cério são efetivos como catalisadores para reduzir as emissões de gás dos automóveis.

Nota-se que estes dois metais são bastante consumidos e, algumas vezes, em objetivos ecologicamente louváveis, mas sua produção gera subprodutos tóxicos que estão mudando drasticamente a paisagem de cidades como Baotou. Tim Maughan, que escreveu uma matéria sobre esta cidade à BBC, relata que o ar está o tempo todo infestado com cheiro de enxofre. Porém o que mais o chocou foi a visão de um lago artificial surgido com o despejo maciço e constante de restos de produção industrial.

Confira o vídeo abaixo:

Recentemente, no Brasil tem-se estudado a possibilidade de se produzir metais terras raras abundantemente.


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