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Espécies de ambientes mais quentes estão migrando para o Ártico devido ao aquecimento do oceano

Uma pesquisa da Nord University, na Noruega, comprovou que o aumento das temperaturas dos mares árticos e subárticos resultante do aquecimento global está fazendo com que novas espécies, que anteriormente habitavam áreas mais quentes, se instalem nesses locais. Os dados foram levantados através de uma análise de mais de 20 mil pesquisas realizadas no local entre 1994 e 2020.

De acordo com os especialistas envolvidos no estudo, houve um aumento de 66% de espécies de peixe capturadas na região entre esse período. 

“Em 1994, uma média de 8 espécies de peixes foi capturada em cada rede de arrasto nos mares da Noruega e de Barents, enquanto em 2020 o número sobe para mais de 13 (…)”, explica Cesc Gordó-Vilaseca, autor principal da pesquisa. 

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Além disso, também foi possível observar uma quantidade maior de espécies em regiões adjacentes. No entanto, embora isso comprove a expansão da biodiversidade local, também significa que algumas espécies árticas também têm diminuído em consequência dessas mudanças. 

O estudo analisou 193 espécies, e enquanto 71 espécies nativas do sul agora são mais comuns em áreas do norte, outras 23 espécies anteriormente comuns no norte agora são menos comuns. E, embora boa parte das espécies que sofreram com o declínio populacional não sejam o alvo de pescadores, elas fazem parte do ecossistema local e possuem papéis essenciais para o equilíbrio ecológico do Ártico

Por outro lado, o estudo indica que algumas espécies estão se adaptando e expandindo de acordo com as mudanças da temperatura. Esse é o caso do bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua), mais comum em áreas quentes, mas que está se expandindo no novo ambiente. 

Além da expansão e declínio das espécies, as mudanças podem causar ameaças a todo ecossistema ártico em um geral. 

“A mudança na frequência das espécies, ora favorecida pelas altas temperaturas, ora não, pode levar a uma reconfiguração das interações ecológicas e, portanto, provocar alterações na estrutura e no funcionamento de todo o ecossistema”, disse Marta Coll, co-autora do estudo.

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Desse modo, embora a expansão da biodiversidade do Ártico pareça favorável, a reestruturação do ecossistema local pode resultar na perda de diversas espécies já introduzidas nesses locais e contribuir para mais extinções. 

Estudos como o realizado pela Nord University podem ajudar a criar planos para a conservação de espécies locais, além de uma potencial gestão para novas espécies introduzidas. Portanto, futuras pesquisas serão feitas para que os especialistas tenham um maior conhecimento de todo o ecossistema que pode ser causado pelo aumento das temperaturas nas áreas polares, assim como o impacto da pesca nesses locais. 


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