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Análise crítica foi feita por consórcio que reúne especialistas da área

No último dia 2 de setembro, especialistas do Climate Action Tracker (CAT) disseram que os compromissos anunciados até o momento são insuficientes para manter o planeta abaixo da meta de 2ºC de média de aquecimento global até 2100 (limite estabelecido pela ONU como seguro).

De acordo com o CAT, as medidas prometidas pelos diversos países, no que se refere à limitação dos gases do efeito estufa, estão “muito abaixo” das necessidades para que sejam evitadas consequências desastrosas do aquecimento global na Terra.

Segundo as contas do consórcio, que reúne quatro organizações de especialistas, o planeta se encaminha para um aumento global da temperatura média entre 2,9ºC e 3,1ºC até 2100.

Até o momento, 56 países enviaram compromissos e planos nacionais (INDC, na sigla em inglês) que serão reunidos no pacto global de dezembro.

Novamente segundo o CAT, para respeitar a meta de 2ºC, as emissões de gases do efeito estufa devem cair das atuais 50 bilhões de toneladas anuais de equivalente de CO2 (GtCO2e) para entre 39 e 43 GtCO2e em 2025 e 36-45 GtCO2e em 2030. O aquecimento alcança atualmente 0,8ºC, quase metade do caminho para o temido limite de 2ºC.

“Os compromissos atuais conduzem a emissões que excedem o limite dos 2ºC em 12-15 GtCO2e até 2025, e 17-21 GtCO2e até 2030”, adverte o CAT.

O CAT examinou 15 compromissos, que representaram 64,5% das emissões globais em 2010 e 41% da população do planeta. Estes níveis implicam que a meta global de 2ºC é “quase inalcançável”.

“Está claro que se a reunião de Paris se limitar aos atuais compromissos até 2030, manter o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC pode se tornar uma meta inalcançável”.

Dos 15 INDC examinados, sete foram considerados “inadequados”: Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, Cingapura, Coreia do Sul e Rússia.

Seis foram considerados “intermediários”: China, UE, México, Noruega, Suíça e Estados Unidos.

Apenas dois, apresentados por Etiópia e Marrocos, foram qualificados como “suficientes” e de acordo com a meta de 2ºC.

Os próximos países que devem apresentar os objetivos INDC são Índia, Brasil, Irã, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Tailândia, Turquia, Ucrânia e Paquistão, que totalizam 18% das emissões globais.

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