Preço dos alimentos manterá declínio na próxima década, diz FAO

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Projeção é baseada em baixo preço do petróleo, o que pode trazer consequências negativas; mas há outros fatores

preço dos produtos agrícolas globais continuará a cair gradualmente durante a próxima década devido a uma combinação de fortes rendimentos das colheitas, alta produção e crescimento mais lento da demanda global, de acordo com o novo relatório lançado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta quarta-feira (01).

Lançado em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OECD), o Panorama de Agricultura 2015-2014 da FAO-OECD observa que o preço baixo do petróleo gera uma redução dos custos de energia e fertilizante e elimina os incentivos para a produção de biocombustíveis de primeira geração feito a partir de colheitas de alimento.

Esses fatores favorecem o declínio dos preços dos produtos alimentares nos próximos dez anos. Porém, apesar desse cenário vantajoso, os preços provavelmente permanecerão em níveis superiores aos do início da década de 2000, acrescenta o relatório.

Por outro lado, a alta demanda de açúcar nos países em desenvolvimento provavelmente aumentará os preços dessa commodity e estimulará mais investimentos no setor. O relatório sugere que o resultado do mercado, no entanto, será condicionado pela competição em curso em torno a rentabilidade do açúcar contra o etanol no Brasil, considerado o líder em produção mundial.

Problemas

Como foi possível observar, tudo está relacionado ao baixo preço do petróleo, que reduz o custo de fertilizantes - tanto o uso de petróleo como o de fertilizantes, por mais que aumentem a produção de alimentos, acabam trazendo prejuízos ambientais e de saúde a longo prazo.

Para conhecer os riscos dos combustíveis fósseis, clique aqui. Para saber mais sobre os problemas dos fertilizantes, clique aqui.

Fonte: ONUBr

Veja também:
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