Nova tecnologia reduz desgaste de peças metálicas e pode ajudar energia eólica

eCycle

Minúsculas cápsulas lubrificantes (veja foto acima) constituem o segredo da inovação

Um grupo de pesquisadores europeus está desenvolvendo um sistema revolucionário de revestimento para que peças de metal reduzam drasticamente os danos em suas composições ao se chocarem no interior de máquinas industriais.

A SINTEF (sigla em norueguês para Fundação para a Pesquisa Científica e Industrial), maior instituto de pesquisa independente da Escandinávia, e a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) são as organizações à frente da pesquisa.

Funcionamento das peças e método inovador

Muitos equipamentos precisam ser lubrificados constantemente para que o funcionamento seja adequado. Em caso de falha na lubrificação, o equipamento é danificado. Os custos de reparo podem ser muito altos e, em alguns casos, o equipamento pode ser totalmente inutilizado.

A ideia dos cientistas foi desenvolver um revestimento lubrificante diferenciado para as peças. Essa camada contêm pequenas partículas com cápsulas repletas de lubrificante líquido.

O método consiste na aplicação do lubrificante às peças utilizando a técnica de spray termal, em que as partículas e cápsulas contendo lubrificante são “queimadas” na superfície, com o uso de uma chama. Dessa forma, elas se fixam firmemente à peça. Segundo a SINTEF, quando as superfícies metálicas entram em contato uma com a outra, o revestimento se quebra de maneira controlada e libera o conteúdo das cápsulas, prevenindo futuros atritos prejudiciais ao equipamento.

Ainda segundo os pesquisadores, os testes comprovaram a eficiência da descoberta. Após a aplicação de um revestimento sem cápsulas, o coeficiente de atrito foi de 0,7, relativamente alto se comparado aos 0,15 observados na utilização do revestimento com cápsulas.

Energia eólica

A inovação pode ser especialmente interessante para as usinas eólicas. Em média, 30% dos custos de uma usina são de manutenção dos componentes mecânicos das turbinas. Essa média pode crescer muito com a expansão das usinas em alto mar, onde as condições são mais adversas para componentes mecânicos metálicos. Por essas razões, o novo revestimento tem tudo para ser um grande fator de redução dos custos de produção de energia eólica, viabilizando cada vez mais os investimentos em uma fonte energética livre de emissões e totalmente renovável.

Veja também:
-Turbina eólica que não ameaça pássaros está em fase de testes
-Técnica que utiliza descargas elétricas para reciclar concreto é testada com sucesso


 

Comentários  

 
0 #1 2014-09-08 19:49
Algumas décadas atrás a metalografia comemorava ululante uma grande conquista: o metal micro-poroso, algo especialmente destinado a eixos e mancais. A peça usinada era mergulhada em um banho de lubrificante, suponho eu, a altas temperaturas. Depois posta em seu coxim, e lubrificada normalmente. A rotação desse eixo, naturalmente gerava calor e uma dissipação do lubrificante normal; então, entrava em cena o outro lubrificante, até aí contido nos micro=poros do eixo, ou da bronzina, não sei. Provavelmente, há de haver casos em que um pequeno carter com um dispositivo qualquer de aspersão automática não possa ser aplicado; mas, do alto de minha soberba ignorância, suspeito que essas capsulas, sprays e quebras controladas não serão uma solução de uso muito amplo, não. Veremos.
Citar
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Saiba onde descartar seus resíduos

Encontre postos de reciclagem e doação mais próximos de você

Localização Minha localização
Não sabe seu CEP?

Newsletter

Receba nosso conteúdo em seu e-mail