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Comissão, no entanto, reconheceu a dificuldade de detectar efeitos sutis de longo prazo

Imagem: Wikimedia Commons

A Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos divulgou, em 17 de maio, um relatório com uma afirmação bem polêmica: os alimentos transgênicos não fazem mal à saúde. Segundo a instituição, o consumo de organismos geneticamente modificados (OGM) não aumenta a incidência de alergias, obesidade ou câncer, contrariamente ao que já havia sido divulgado anteriormente. Além disso, o relatório também atesta que o cultivo de OGM não é mais danoso ao meio ambiente do que culturas normais.

O relatório de 388 páginas foi elaborado por cerca de 50 cientistas que estudaram o assunto por dois anos. Aproximadamente 900 estudos foram analisados e os dados de 20 anos de pesquisa, principalmente em plantações de soja, milho e algodão, foram levados em conta.

Batizado como “Genetically Engineered Crops: Experiences and Prospects” (Cultivos Geneticamente Modificados: Experiências e Perspectivas, em tradução livre), o relatório também concluiu que o cultivo de transgênicos não é mais danoso ao meio ambiente que plantações usuais (entenda as diferenças entre OGM e transgênicos aqui). Segundo a análise, esse tipo de plantação conseguiu reduzir a propagação de pragas em algumas áreas. No entanto, em outras houve aumento de ervas daninhas devido ao uso de herbicidas em determinadas culturas de transgênicos.

“Embora reconheçamos a dificuldade inerente de detectar efeitos sutis ou de longo prazo na saúde e no meio ambiente, a comissão do estudo não encontrou evidências que mostrem alguma diferença de riscos para a saúde humana entre os cultivos de OGM atualmente comercializados e as colheitas convencionais, nem evidências conclusivas de causa e efeito em relação a problemas ambientais”, afirma o relatório.

A pesquisa da Academia de Ciências dos EUA ressalta ainda que não encontrou relação entre o consumo de transgênicos e a ocorrência de qualquer doença. Destacou, por outro lado, que no caso de alimentos transgênicos resistentes a insetos pode haver, inclusive, benefícios à saúde já que não existe a necessidade de uso de pesticidas. O relatório não vê relação entre os transgênicos e problemas ambientais. Mas diz que os transgênicos, ao contrário do que se divulga, não aumentam o rendimento da plantação. E que não é possível usar somente esse tipo de cultura para acabar com a fome no mundo.

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