Lixeiras antifauna são testadas no Parque Nacional da Tijuca

Quatis e outros animais pequenos podem entrar em latas de lixo para consumirem restos potencialmente prejudiciais à saúde. Protótipo tem trava para evitar esse problema

Quati na lixeira

Em um projeto de robótica, alunos do Ensino Médio e funcionários do Colégio Liceu Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, desenvolveram lixeiras anti-fauna para o Parque Nacional da Tijuca (RJ). Equipadas com uma trava eletrônica, elas foram idealizadas para evitar que os quatis (Nasua nasua) que habitam o parque entrem nas caixas de lixo e consumam restos de alimentos e embalagens que podem causar danos à sua saúde.

O projeto foi inspirado em relatos de visitantes do parque, que flagraram por várias vezes quatis nas lixeiras em busca de restos. Pequenos, com membros ágeis e um comportamento exploratório, eles são capazes de pular na parte superior de lixeiras, abrindo suas tampas e acessando todo o seu conteúdo. Além da bagunça deixada para trás, esse comportamento pode ser grave: o consumo dos restos alimentares e das embalagens pode trazer sérios malefícios à saúde do animal.

O dispositivo inventado pelos estudantes impede o acesso dos quatis por meio de uma trava eletrônica. Ao tentarem entrar nas caixas de lixo, a tampa é acionada. “A nossa trava foi projetada para ser anatomicamente inacessível aos quatis, mas facilmente manipulada por seres humanos”, afirma um dos técnicos da equipe, Philipe Moura, estudante de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No momento, as lixeiras anti-fauna estão em fase de testes, mas as perspectivas são otimistas em relação ao sucesso do projeto, que, se aplicado, pode salvar a vida, não só das centenas de quatis habitantes do parque, como também de inúmeros outros animais que podem sofrer com o consumo inadequado de lixo.

Após a instalação das novas lixeiras, a equipe do projeto dará sequência ao trabalho, participando de uma pesquisa de observação dos quatis em campo, em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), para avaliar a eficácia do equipamento no Parque Nacional da Tijuca.



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