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Projeto Raízes do Mogi Guaçu ajuda a recuperar nascentes na Mata Atlântica

Imagem de PxHere

Em uma área de Mata Atlântica, na região da Serra da Mantiqueira, na cidade de Socorro (SP), a mais de 1.300 metros de altitude, está localizada uma plantação de café que é carinhosamente cuidada pela mesma família há mais de 150 anos. Atualmente, Ellen Fontana é a mulher dedicada às suas terras, família e ao cuidado com a natureza.

O respeito pelo meio ambiente é a base de seu negócio. Ela emprega práticas sustentáveis para evitar pesticidas, reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a disponibilidade hídrica da propriedade. Sua dedicação e cuidado resultaram em um produto premiado internacionalmente, que ela deseja que continue com as futuras gerações da família.

Porém, nos últimos anos, sua perspectiva de futuro se tornou mais difícil. Com os efeitos da Crise Climática cada vez mais intensos e rápidos, a viabilidade da produção na região para os próximos 50 anos é uma preocupação legítima. “Ouvi de meus avós que costumava chover muito em janeiro e as estações seca e chuvosa eram mais definidas”, diz Fontana. “E agora, há alguns anos, notamos irregularidades nas chuvas, picos de alta temperatura e até granizo”.

Mudanças climáticas na região

Em 2014, a região de Socorro experimentou sua pior seca em quase um século, levando a uma crise de água sem precedentes. Mais de 140 cidades no Brasil tiveram que racionar água; as plantações de café perderam até um terço de suas safras. Já fevereiro de 2020 foi o mês mais chuvoso na história da região, resultando em inundações catastróficas.

Fontana ainda se saiu melhor que muitos, em parte graças à sua localização no topo da colina, em parte por conta de uma área significativa de floresta natural que ela e sua família mantêm em suas terras. “Estamos em uma microrregião com muita floresta preservada”, diz ela. “Esse microclima ajuda muito no equilíbrio das lavouras”.

Como as florestas ajudam as propriedades rurais

Florestas saudáveis são essenciais para a vida selvagem e os ecossistemas, mas também fornecem serviços ecossistêmicos para as pessoas. Para os agricultores, em especial, esses serviços podem ajudar a manter a terra produtiva e resiliente em face de condições incertas.

Uma floresta pode atuar como um amortecedor dos elementos, recarregando as reservas de água subterrânea, evitando a erosão do solo, protegendo as plantações de ventos extremos e mitigando enchentes. Elas também ajudam a preservar a qualidade da água, filtrando o escoamento de nutrientes dos fertilizantes.

Em 2019, Ellen decidiu maximizar esses benefícios restaurando mais um habitat florestal em sua propriedade, conectando a extensão da floresta natural em sua terra a outro fragmento de floresta em uma propriedade vizinha. Isso foi possível graças ao projeto Raízes do Mogi Guaçu, uma parceria entre a International Paper e o WWF-Brasil, com realização da Associação Ambientalista Copaíba e do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais. A Copaíba, uma organização local de restauração florestal, trabalhou com ela como parte do projeto Raízes para preparar a terra, plantar mudas e monitorar a floresta em crescimento para garantir que ela continue a prosperar.

Fontana diz que os agricultores, inerentemente ligados à terra, entendem melhor do que ninguém a importância da conservação. Mas com uma margem de lucro estreita e uma carga de trabalho esmagadora, investir dinheiro e tempo para restaurar terras florestais sem ajuda é impraticável, senão impossível.

“Na maioria das vezes, estamos tentando economizar, tentando administrar nossas safras e nossos negócios”, diz ela. “Às vezes, o reflorestamento acaba ficando para amanhã. Então, quando temos parceiros como a Copaíba, como o WWF e a International Paper, que vêm para ajudar e fazer isso acontecer, para nós é essencial”.

A parcela de terra que Fontana está restaurando é pequena, apenas alguns hectares, mas esses pequenos fragmentos de florestas restaurados darão origem a algo impressionante. O objetivo original do projeto Raízes era restaurar cerca de 100 hectares na região de Mogi Guaçu. Graças ao investimento adicional da HP, essa meta dobrou. E o projeto é parte de algo ainda maior – o Pacto pela restauração da Mata Atlântica, uma coalizão de mais de 300 organizações que trabalha para restaurar 15 milhões de hectares até 2050. “Se todos puderem fazer um pouco haverá um resultado no futuro”, diz Fontana.

Para Ellen, esse resultado é profundamente pessoal: um negócio próspero que ela poderá repassar à filha. “Acho que viver em equilíbrio entre a produção de café e o meio ambiente em que vivemos traz um benefício não só para a nossa família, mas para todas as outras pessoas que vão usufruir desses recursos”, afirma. “Acho que esse equilíbrio é bom para o negócio, bom para a família e bom para nossa alma”.

Sobre o Raízes do Mogi Guaçu

O Programa Raízes do Mogi Guaçu tem como objetivo recuperar e restaurar nascentes e áreas ripárias de Mata Atlântica na bacia do rio Mogi Guaçu, na região leste do estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. O programa tem como foco restaurar ao menos 200 hectares de florestas em uma região com alta fragmentação florestal e com alto risco hídrico. O Raízes do Mogi Guaçu é uma cooperação entre o WWF-Brasil e a International Paper e realização da Associação Ambientalista Copaíba e do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais.



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