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Jacques Marcovitch fala sobre bioeconomia, que desponta como um dos pilares para a implementação de uma agenda sustentável no Brasil e no mundo

O tema da bioeconomia foi discutido recentemente em um dos eventos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP. O termo remete à economia sustentável, um meio para fornecer serviços à população de forma mais ecologicamente correta. No Brasil, por exemplo, vêm ganhando destaque discussões sobre como garantir formas sustentáveis para gerar empregos, renda e bem-estar em toda a cadeia de produções diversas na região da Amazônia.

“É colocar a economia a serviço da biodiversidade”, define o professor Jacques Marcovitch, da FEA, ex-reitor da USP, em relação à bioeconomia. “É a preservação da biodiversidade gerando emprego, renda e bem-estar para as comunidades locais, conectando essas comunidades aos mercados consumidores”, continua. Para esse processo, Marcovitch explica que é importante valorizar o conhecimento local, usualmente organizado na forma de associações e cooperativas.

A difusão da bioeconomia vem em momento propício para isso; a crise sanitária provocada pela pandemia e por sua gestão em determinados países, o aumento da desigualdade econômica e a crise de desemprego. Com isso, já é possível notar entre atores internacionais, como Estados Unidos, China e União Europeia, que a recuperação econômica vem sendo cada vez mais condicionada a uma agenda sustentável. “O modelo que está sendo construído é o que valoriza as instituições, isto é, conectar a oferta com a demanda e entender que a oferta é de nicho, que não é de grandes escalas de produção (como é a economia exportadora de commodities que predomina no Brasil).”

Como exemplo, o professor Marcovitch cita comunidades amazônicas cuja cadeia de oferta e de produção já respeita escalas apropriadas, “para que elas possam preservar suas culturas e se inserir dentro de uma economia sustentável e competitiva”. Estabelecido esse equilíbrio entre oferta e demanda, torna-se importante realizar o acompanhamento da implementação da bioeconomia. “Precisamos medir com microindicadores de métricas de resultados e impactos para saber como os projetos desenvolvidos na região impactam sobre o bem-estar, a geração de emprego e renda das comunidades locais. A maior parte do valor deve permanecer na região”, aponta Marcovitch.

A implementação da bioeconomia pode ter como impacto a redução de níveis de desmatamento e a valorização de comunidades locais. Alguns casos podem ser encontrados no grupo de bioeconomia da FEA, o qual estuda cadeias de valor no Estado do Amazonas. “A questão é como multiplicar esses casos, esses experimentos”, indica Marcovitch sobre o futuro da bioeconomia.


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