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O professor Paulo Saldiva comenta um trabalho realizado em conjunto com pesquisadores da USP sobre os efeitos da poluição e o índice de mortes por câncer no Brasil, talvez o maior já realizado em escala nacional

Por Jornal da USPÉ possível estabelecer uma relação direta entre poluição e incidência de câncer? O professor Paulo Saldiva, nesta edição de sua coluna, comenta um artigo publicado em colaboração com pesquisadores da USP, que estudaram aquela relação no Brasil a partir de dados coletados no período 2000/2016 em mais de cinco mil cidades brasileiras. O resultado é preocupante: mais de um milhão de mortes por câncer em diferentes órgãos e sistemas. A esses dados foi correlacionado o nível de poluição, naquele que talvez seja o maior estudo realizado no mundo, em escala nacional.

“O que se viu foi que, para cada dez microgramas por metro cúbico de material particulado fino […], o risco de câncer naquelas populações aumenta em cerca de 16%”, diz Saldiva, comparando esse porcentual com os malefícios causados pelo hábito de fumar, uma vez que existem similaridades na composição daquilo que sai do cigarro e do que é emitido pela queima de florestas, pelas fontes automotivas e pelas fontes industriais. “Portanto, se justificam os esforços para descarbonizar nossa economia cada vez mais, na medida do possível, porque nós não só evitamos o aquecimento global, a produção de gás de efeito estufa de longa duração, como também vamos reduzir a poluição local.”