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Educação financeira é o processo pelo qual pessoas melhoram sua compreensão em relação ao dinheiro

Educação financeira
Imagem de Jason Leung em Unsplash

Educação financeira é “o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro”, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em outras palavras, educação financeira diz respeito ao processo pelo qual pessoas melhoram seu entendimento em relação ao dinheiro. No Brasil, esse conceito é frequentemente utilizado pela Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), um programa criado pelo Governo Federal para fazer com que os indivíduos aprendam a tomar decisões e administrar seus recursos financeiros de forma consciente.

Uma pessoa educada financeiramente sabe mais do que economizar, ganhar e acumular dinheiro. O grande objetivo da educação financeira está relacionado à capacitação dos indivíduos para que eles tenham recursos financeiros suficientes para uma melhor qualidade de vida. Por isso, a educação financeira é um tema que possui grande importância.

Educação financeira nas escolas

A educação financeira nas escolas é um tema pouco discutido e presente na sociedade brasileira, porém de extrema relevância. Para muitas pessoas, dinheiro não é assunto para crianças. No entanto, quem pensa assim está enganado. Os jovens também são consumidores e devem aprender o mais cedo possível a utilizar os recursos financeiros de forma inteligente.

Desde 2009, uma lei exige que a disciplina de educação financeira seja inserida nas grades curriculares de escolas públicas e particulares. Especialistas afirmam que crianças que têm esse conhecimento são mais capazes de planejar o futuro e alcançar a independência financeira mais rapidamente.

Papel dos pais na educação financeira

Mesmo que seu filho ainda não tenha tido aulas de educação financeira na escola, é importante que ele já tenha conhecimento desse tipo de conteúdo. Algumas ações cotidianas podem ajudar, como:

  1. Ao preparar-se para ir ao mercado, incentive a criança a ajudar na produção da lista de compras. Isso vai fazer com que ela perceba quais são as reais necessidades e quais são os produtos supérfluos;
  2. Durante uma viagem em família, fale sobre os custos e mostre para o seu filho que, para obter descanso, é preciso trabalhar antes;
  3. Adotar o sistema de mesada pode ser uma boa ideia. Dessa forma, a criança aprende a administrar o próprio dinheiro. Além disso, ela pode fazer escolhas e perceber como é importante economizar;
  4. Incentivar a economizar. A adoção de um cofrinho pode ser uma boa alternativa.

Vale ressaltar que para que essas dicas funcionem, os pais também devem ter um bom comportamento com relação ao uso do dinheiro.

As pessoas não são tão responsáveis financeiramente ​​como pensam, mostra estudo

Responsabilidade financeira significa administrar o dinheiro de maneira relativamente sensata, minimizando gastos supérfluos ou desnecessários. Mas de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Notre Dame, as pessoas pensam que são mais responsáveis ​​financeiramente do que realmente são.

Mesmo quando as pessoas gastam seu dinheiro de forma supérflua, elas ainda acreditam que administram seu dinheiro de maneira responsável, de acordo com o estudo “Estourando a ilusão positiva de responsabilidade financeira pode aumentar a poupança pessoal: aplicações em mercados emergentes e ocidentais”, publicado no Journal of Marketing de Emily Garbinsky, professora assistente de marketing na Mendoza College of Business de Notre Dame.

“As pessoas geralmente têm ilusões positivas de serem financeiramente responsáveis, porque isso permite que se sintam bem consigo mesmas”, disse Garbinsky, que também publicou um estudo recente sobre infidelidade financeira.

Garbinsky, junto com Nicole Mead da Universidade de York e Daniel Gregg da Universidade da Nova Inglaterra na Austrália, desenvolveu uma intervenção que combate esse preconceito de auto-aprimoramento, fazendo com que as pessoas reconheçam com que frequência gastam dinheiro desnecessariamente. Por sua vez, essa percepção as motiva a aumentar sua autopercepção de responsabilidade financeira, aumentando suas economias.

A intervenção “gastador supérfluo” envolvia fazer com que os participantes respondessem a uma breve pesquisa de cinco perguntas antes de tomar uma decisão de economia. As perguntas se concentraram no comportamento de gastos supérfluos do passado, como sair para jantar em vez de cozinhar em casa. É importante ressaltar que os participantes responderam a essas cinco perguntas usando uma escala contínua que foi ancorada por uma frequência relativamente baixa ou alta.

Os pesquisadores projetaram as âncoras da escala de forma que a maioria das respostas dos participantes caísse na faixa superior, com pontuações mais altas indicando maiores frequências de gastos supérfluos no passado.

Garantir que a maioria das respostas caísse na faixa superior foi crucial, pois pesquisas anteriores mostraram que as pessoas usam sua colocação em escalas de classificação para fazer inferências sobre si mesmas (neste caso, que não são tão financeiramente responsáveis ​​quanto pensavam que eram). Essa percepção os leva a aumentar seus sentimentos de responsabilidade financeira, poupando.

“Coletivamente, este trabalho mostra que as pessoas veem sua responsabilidade financeira através de lentes cor de rosa, o que pode prejudicar seu bem-estar financeiro”, disse Garbinsky. “As pessoas em todo o mundo não estão economizando dinheiro suficiente, e propomos que uma das razões pelas quais eles economizem menos é porque eles acreditam falsamente que são financeiramente responsáveis. Se for esse o caso, esvaziar essa visão inflada pode aumentar a poupança, já que as pessoas devem se motivar a restaurar as percepções de responsabilidade financeira”.

Dicas de educação financeira

1. Analise a sua situação

A autoanálise da sua situação financeira corresponde ao primeiro passo. Verifique se você possui dívidas, quanto dinheiro tem guardado, quanto ganha e quanto da sua renda é destinada para despesas fixas. Com a resposta para essas perguntas, é possível traçar um perfil de consumo para estabelecer ações para acabar com as dívidas e começar a guardar dinheiro.

2. Controle os seus gastos

Para muitas pessoas, o salário acaba bem antes do mês. O problema é que elas não param para pensar como e onde gastaram esses recursos. Por isso, é preciso fazer um criterioso controle de despesas.

Basta que, diariamente, cada despesa realizada seja anotada, assim como o meio de pagamento utilizado. O ideal é dividir esses gastos em categorias, como alimentação, educação, lazer e moradia. Dessa forma, é possível analisar quanto vai para categoria e estimar valores máximos. Caso as despesas sejam superiores às receitas, será necessário cortar gastos.

3. Corte as suas despesas supérfluas

Acompanhando os gastos com cuidado, você vai descobrir que o dinheiro pode durar mais, graças à eliminação de gastos supérfluos. Isso significa abrir mão de alguma coisa, como a troca de celular. Não se esqueça de também colocar nos cálculos aquelas pequenas despesas que muitas vezes passam despercebidas.

4. Invista suas economias

Após o conhecimento, controle e corte de gastos, o passo seguinte da educação financeira é investir. Em economia, investimento significa a aplicação de capital com a expectativa de um benefício futuro. Você pode investir em ações, fundos imobiliários ou realizar aplicações financeiras, por exemplo.

O costume de poupar dinheiro deve começar o mais rápido possível. O ideal é que isso faça parte do planejamento mensal, tornando-se uma obrigação. O investimento deve ser feito sempre e não somente quando há sobras no orçamento. Ter recursos guardados também é uma forma de estar protegido em momentos de crise ou quando acontecer imprevistos.



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