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A educação climática se faz necessária no combate às mudanças climáticas

A educação climática consiste em formar e conscientizar os cidadãos, especialmente as crianças, sobre as causas e as consequências das mudanças climáticas. Ela é importante para ajudar os alunos a compreender os impactos da crise climática, capacitando-os com habilidades, valores e atitudes necessárias para atuarem como agentes das mudanças climáticas. 

Segundo a Unesco, a educação climática é fundamental para ajudar a mitigar as mudanças climáticas. Além disso, a organização indica que “a educação climática encoraja a modificar atitudes e comportamentos e ajuda na adaptação às tendências vinculadas às mudanças climáticas”.

Crise climática

Crise climática é uma expressão que tem sido utilizada para evidenciar a situação ambiental do planeta relativa às mudanças climáticas. Estas mudanças são variações na temperatura, precipitação e nebulosidade em escala global.

Apesar da Terra já ter experimentado mudanças no clima, o aquecimento global está acontecendo de forma muito mais rápida e, dessa vez, não está relacionado a causas naturais e, sim, à atividade humana.

Nesse contexto, cientistas chamam atenção para o tema e passam a utilizar o termo “crise climática” à medida que a situação de aquecimento tem se tornado cada vez mais uma emergência.

Mudanças climáticas e aquecimento global

A Terra já aqueceu e esfriou repetidas vezes conforme recebeu mais ou menos luz solar por conta de mudanças sutis em sua órbita ou quando a energia emitida pelo do Sol variou. Com o crescimento da atividade humana, entretanto, a temperatura passou a aumentar de forma acelerada, principalmente devido aos gases de efeito estufa liberados na queima de combustíveis fósseis, utilizados em veículos, indústrias e residências.

A partir disso, a temperatura do planeta Terra foi alterada, dando origem ao processo de aquecimento global.

Com o passar do tempo, as evidências da crise climática tornaram-se mais claras. Nos últimos anos, o mundo tem ficado mais quente. Um artigo publicado pela revista Nature aponta indícios de que a velocidade e a extensão do aquecimento global é mais grave do que qualquer evento semelhante nos últimos 2 mil anos.

O ano de 2020 foi marcado por crises e recorde de queimadas. Só na Amazônia, foram detectados 101.292 focos de incêndios. E, apesar do regime de fogo florestal fazer parte de alguns ecossistemas, o fenômeno é intensificado pelo contexto de mudanças climáticas.

Desse modo, é cada vez mais comum o uso da expressão “crise climática” para se referir à situação climática global, com o objetivo de trazer o foco para o fato de ser uma emergência.

Sendo assim, a educação climática pode ser vista como uma parte da solução ao aquecimento global e às mudanças climáticas

Educação climática

Uma pessoa com educação climática compreende os princípios essenciais do sistema climático da Terra, sabe avaliar informações cientificamente credíveis sobre o clima, comunica sobre o clima e as mudanças climáticas de forma significativa e é capaz de tomar decisões informadas e responsáveis sobre ações que podem afetar o clima.

“Não se trata de sobrecarregar as crianças com fatos climáticos assustadores, mas de pintar um quadro para elas, assim como fazemos com a tecnologia. Olhe para as maravilhas de sua pequena tela; a maravilha da natureza é fabulosamente legal, como a tecnologia. Mas tem um impacto maior em nossa saúde, nosso bem-estar e o bem-estar de todos os outros”, disse Kathleen Rogers, presidente e CEO da EarthDay.org.

Educação climática como parte da Educação Ambiental

ODS 4

A Educação Ambiental pode ser entendida como “os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”, de acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental. Ela é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

O que é Política Nacional de Educação Ambiental?

A Política Nacional de Educação Ambiental, proveniente da Lei 9795/99, estabelece princípios básicos e objetivos fundamentais da Educação Ambiental. Ela envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em Educação Ambiental.

A partir dessa Lei, a Educação Ambiental tem sido cada vez mais abordada no espaço escolar. Nessa perspectiva, crianças e jovens discutem temas relacionados com a área ambiental, aprendendo a serem cidadãos conscientes. Com isso, ela objetiva a formação de valores e atitudes criadas sob o enfoque da sustentabilidade.

Manifesto Jovens pela Educação Climática

No Dia Internacional da Juventude de 2021, 12 jovens de 16 a 24 anos, representando 8 estados brasileiros (CE, MS, PA, PE, PB, RJ, SP, RS) lançaram o Manifesto Jovens pela Educação Climática – Por uma Educação Climática no Ensino Básico Brasileiro. A iniciativa é uma parceria entre o Fridays for Future e o Climate Reality Project Brasil e busca mobilizar a juventude brasileira a pedir por educação climática em escolas de todo o Brasil, apoiando alunos a se tornarem agentes da mudança para combater o maior desafio comprovado pela ciência: a crise climática.

ODS 13

O combate às mudanças climáticas corresponde ao 13° dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para cumprir com os acordos feitos na Agenda 2030. Seu princípio consiste em “tomar medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos”.

Entre suas metas, estão “Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação da mudança do clima, adaptação, redução de impacto e alerta precoce à mudança do clima” e “Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas”. 

Portanto, a educação climática se faz necessária no combate às mudanças climáticas. “Precisamos nos unir, controlar e fazer isso como uma equipe”, diz Kathleen Rogers, presidente e CEO da EarthDay.org. Mas para construir a equipe, as pessoas precisam entender o problema  e as suas soluções. Por isso, a educação climática é muito importante para ser deixada de fora da educação básica das crianças.

Questões-chave educativas para lutar contra as mudanças climáticas

De acordo com o Banco Mundial, as questões-chave educativas para lutar contra as mudanças climáticas são:

  • A educação ambiental em todo o mundo melhora as habilidades para assimilar informação, calcular os riscos e preparar-se para as crises climáticas;
  • A promoção da educação ambiental como uma matéria independente ou transversal no currículo escolar e nos programas de capacitação docente;
  • O reforço da educação em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) permite a formação de profissionais qualificados para uma economia verde;
  • A construção de escolas que transmitam os princípios ambientais, ou seja, que usem a energia de maneira eficiente e que promovam a relação com o meio ambiente.