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Uma ameba que vem ganhando grande destaque nos EUA é a Naegleria fowleri, causadora da rara Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP). O problema é que a ameba precisa estar em água morna para se tornar infecciosa e, por causa do aquecimento global, uma quantidade maior de casos está surgindo em pessoas que nadaram em águas que costumavam ser mais frias.

Esse contágio só ocorre quando a água morna entra em contato com o nariz. Do nariz, a ameba sobe até o cérebro e lá se multiplica e se alimenta da matéria cinzenta e dos fluídos cerebrais, ganhando assim seu apelido: ameba devoradora de cérebros. Embora pareça ficção, a MAP possui uma taxa de fatalidade de 99% e leva dias para matar depois do surgimento dos sintomas, que são semelhantes à meningite ou a uma gripe forte.

Os EUA estão se mobilizando cada vez mais para pesquisar sobre a N. fowleri, mas há também outros lugares do mundo que pesquisam a ameba e a MAP. Embora não existam dados suficientes no Brasil, existem pesquisadores brasileiros interessados no assunto.

Como a N. fowleri fica em forma de cisto nas águas enquanto a temperatura não for adequada para seu desenvolvimento, até mesmo piscinas mal cuidadas podem estar infectadas e se tornar um risco quando suas águas são aquecidas. Para evitar a doença, além de realizar a higienização adequada das piscinas, é recomendado utilizar tampões de nariz ao nadar em águas mornas e quentes, já que esse contato é o único modo de contágio.