Idec lança guia prático para fugir do Greenwashing

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Em uma análise de mais de 500 embalagens, o Idec chamou dezenas de empresas para prestarem esclarecimentos sobre a prática de greenwashing

Copos plásticos
Imagem editada e redimensionada de Brian Yurasits, está disponível no Unsplash

Com o advento do que podemos chamar de "consumo consciente" empresas, governos, ONGs, indústrias e políticos procuram convencer a população, preocupada com temas relacionados ao meio ambiente, bem-estar animal e saúde, que o produto ou serviço que oferecem apresenta benefícios socioambientais ou impactos negativos menores que um produto ou serviço similar. O problema é que, muitas vezes, tudo não passa de um apelo enganoso para atrair o consumidor ou os eleitores. Essa prática recebe o nome de greenwashing - expressão que, em tradução para o português, significa "lavagem verde".

Em uma análise de mais de 500 embalagens de produtos de higiene, limpeza e utilidade doméstica para verificar a prática de greenwashing, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) chamou dezenas de empresas para prestarem esclarecimentos e adequarem suas embalagens a critérios mais transparentes. Além disso, o instituto lançou um guia com sete sinais para identificar o greenwashing. Confira:

Sinal de greenwashing 1: falta de provas

Sinal de greenwashing 1: falta de provas

De acordo com o Idec, é considerado greenwashing comercializar produtos que se dizem “ambientalmente corretos” , "green", "ecológico", "ecofriendly" e "cruelty free" sem especificar os fatos e dados científicos em que são baseados, como cosméticos que alegam ser veganos, mas não possuem certificados ou não explicitam ingredientes no rótulo.

Sinal de Greenwashing 2: troca oculta

Sinal de Greenwashing 2: troca oculta

Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento de outras preocupações potencialmente mais sérias. Um exemplo é incentivar o uso de plástico, negativo sob o ponto de vista ambiental, alegando economia de água pois não há necessidade de lavagem do copo.

Sinal de greenwashing 3: vagueza e imprecisão

Sinal de greenwashing 3: vagueza e imprecisão

Uso de expressões mal definidas e amplas, como o uso de termos vagos como “sustentável” e “amigo do meio ambiente” em embalagens, sem fornecer qualquer detalhe ou explicação de atitudes ambientalmente concretas referentes ao produto, deixando o consumidor em dúvida sobre seu real significado.

Sinal de greenwashing 4: irrelevância

Sinal de greenwashing 4: irrelevância

Apelo que pode ser verdadeiro, mas não é relevante para o consumidor que procura um produto com vantagem ambiental. “Não contém CFC” é o exemplo mais comum. O uso da substância é proibido por lei, o que significa que o produto não é mais ambientalmente correto que qualquer outro da categoria.

Sinal de greenwashing 5: menor dos males

Sinal de greenwashing 5: menor dos males

Ocorre quando o apelo ambiental pode ser verdadeiro, mas distrai o consumidor de impactos ambientais maiores. Um exemplo prático é um produto descartável afirmar possuir menos plástico, mas, no fim, ele continua sendo um problema na geração de lixo.

Sinal de greenwashing 6: lorota

Sinal de greenwashing 6: lorota

Embalagens que contêm declarações e reivindicações que são simplesmente falsas. Um exemplo é afirmar falsamente que um produto possui descarte seletivo, quando a empresa não possui controle sobre o ele.

Sinal de greenwashing 7: adorando falso rótulos

Sinal de greenwashing 7: adorando falso rótulos

Quando há falsa sugestão ou imagem que parece um selo para induzir os consumidores a pensar que o produto possui certificação de terceiros e se tratar de produto “verde” - por exemplo, uma embalagem com imagem de lâmpada que afirma economia de energia, com um certificado que não é oficial ou conferido por entidade confiável.

No site do Idec você pode conferir uma lista das empresas que foram chamadas para prestar esclarecimentos sobre a prática de greenwashing; conhecer o significado de selos e certificados e informar-se sobre outras pesquisas e consumo sustentável.


Fonte: Idec

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