Segundo cientista, alergias tiveram papel importante para evolução humana

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Quem defende a tese é o renomado cientista Ruslan Medzhitov. Confira como ele defende essa ideia

Coçando o antebraço
Imagem: retrato do cientista Ruslan Medzhitov

Um pesquisador usbequistanês da Universidade de Yale, Ruslan Medzhitov, se dedica ao estudo sobre alergias e seus mecanismos no organismo. Ele acredita que elas tenham importante papel evolutivo, opinião que não é unanimidade nos meios científicos. Segundo Medzhitov, as alergias não são simplesmente uma falha biológica. Pelo contrário, elas são uma defesa essencial contra compostos químicos nocivos, defesa esta que teve e tem papel evolutivo importante.

Histórico das pesquisas

Medzhitov e e seu parceiro Charles Janeway, também da mesma universidade, eram da opinião de que o sistema imunológico demora demais para produzir anticorpos, portanto, o organismo deveria ter um mecanismo de resposta mais rápido. E de fato tem: eles descobriram uma nova classe de sensores (receptores toll-like, em inglês) na superfície de certos tipos de células de imunidade. Quando confrontados com um invasor, os sensores o envolveriam e liberariam um alarme químico que faria as células imunológicas procurarem a área atingida para eliminarem a ameaça. Esta seria uma maneira mais rápida e eficaz de remover os invasores.

A alergia seria uma reação exagerada destes receptores. Segundo o pesquisador, a "prisão" do alergênico funciona mais ou menos como o sistema de alarme de uma casa: ele detecta o invasor não pelo seu rosto, mas pela janela quebrada. Depois, o dano estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos. Em uma segunda vez, o invasor já foi identificado.

Medzhitov tem convicção ao afirmar que as alergias têm vantagens evolutivas: a maioria dos sintomas caracteriza-se por uma tentativa do organismo de expulsão da substância nociva e o incômodo causado regula o comportamento do indivíduo no sentido de evitar a substância. O "pequeno" problema é que, às vezes, as reações alérgicas levam o indivíduo à morte. Medzhitov as compara com a dor: ela não é mortal; a dor normal é boa, dor excessiva que é ruim.

Quanto aos alergênicos, ele acredita que o que os caracteriza não é seu formato, mas o que fazem.

Por fim, ele alerta que com a vida moderna ocidental, com a criação de inúmeros compostos químicos usados em vários produtos de consumo em massa, estamos mais expostos a possíveis reações alérgicas.



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