Turbinas eólicas flutuantes poderão gerar energia para plataformas petrolíferas no Brasil

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Cientistas da Escola Politécnica da USP estão desenvolvendo projeto nacional e buscam pesquisadores de iniciação científica a pós-doutorando

Um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP, em São Paulo, está desenvolvendo um projeto de turbinas flutuantes em alto-mar, como sistema alternativo de produção de energia em regiões de grande profundidade, onde estão localizadas as plataformas de petróleo brasileiras.

A ideia é substituir a geração de energia por meio de combustíveis fósseis por energia limpa para abastecer equipamentos submarinos e complementar a geração elétrica das próprias plataformas de produção, que exigem uma grande quantidade de eletricidade para funcionar.

Cada plataforma de produção em águas profundas é uma usina elétrica com potências próximas de 100 MW, alimentada principalmente por turbinas a gás. No processo de transição para uma matriz energética de baixo carbono, as turbinas flutuantes são vistas como uma das alternativas mais promissoras para fornecimento de energia limpa em larga escala.

O coordenador do projeto, professor Alexandre Simos, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli, explica que os parques eólicos marítimos compostos de turbinas flutuantes são, hoje, uma realidade comercial. “O desafio que este projeto encara é a mudança do cenário onde as usinas serão instaladas, já que a tecnologia disponível está limitada a profundidades de até 250 metros. O local onde é feita a exploração do pré-sal supera os 2 mil metros de lâmina d’água.”

Outro desafio citado pelo coordenador será projetar um sistema otimizado para as condições meteorológicas e oceanográficas próprias das nossas regiões produtoras. É preciso garantir o alto nível de disponibilidade de energia que as operações marítimas exigem e buscar soluções de engenharia para outros aspectos críticos, como a estabilidade do sistema elétrico, segurança marítima da operação e o estudo de possíveis impactos ambientais e formas de mitigá-los.

“Por se tratar de um projeto de vanguarda na área de sistemas oceânicos de produção de energia renovável no mar, ele contribui para gerar conhecimentos e soluções de engenharia que certamente terão impacto positivo no futuro mercado brasileiro de geração de energia eólica no mar”, destaca Simos.

O projeto está selecionando pesquisadores interessados em contribuir, da iniciação científica ao pós-doutorado. Caso tenha interesse em participar, entre em contato pelo e-mail alesimos@usp.br.



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