Espécie de peixe auxilia cientistas a medirem consequências de compostos químicos à saúde

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Como o pequenino peixe-zebra pode revelar efeitos importantes na saúde?

Peixe-zebra

Com o auxílio de uma espécie de peixe, cientistas da Oregon State University avaliam quais são os efeitos que vários compostos químicos tóxicos advindos de ações antrópicas (provocadas pelas atividades humanas) têm nos seres vivos.

Vertebrado que tem, em média, 3 cm a 4 cm, o peixe-zebra possui reprodução e desenvolvimento rápidos. O ovo é translúcido e, portanto, torna fácil a visualização de todos os estágios de desenvolvimento sob efeito de diversos compostos químicos (clique aqui para saber mais sobre o peixe-zebra).

Com base nesses estudos, é possível entender qual será a reação das células de outros vertebrados a um ambiente contaminado. Esse método pode ser utilizado para avaliar efeitos de componentes químicos na vida marinha e também os impactos potenciais na saúde humana decorrentes do uso de produtos industrializados que contenham tais substâncias.

O óleo combustível foi um dos produtos testados e despertou uma atenção maior para um dos seus constituintes: os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH - sigla em inglês). Os efeitos na saúde decorrentes da exposição aos PAHs estão relacionados a problemas cardiovasculares, como arritmias e complicações na formação do coração, de acordo com pesquisadores da Northwest Fisheries Science Center.

Outras descobertas importantes também foram produzidas pelos mesmos pesquisadores da Oregon State University. Soube-se que alterações no processo de expressão genética (que é diferente de mutação genética) causadas por químicos tóxicos podem ser passadas de geração em geração. Ou seja, um problema de saúde causado por influência de compostos químicos tóxicos, como a alteração do sistema endócrino, levando ao surgimento de diabetes, pode ser passado hereditariamente.

Para que se possa fazer mais do que pesquisar e testar quais os efeitos na saúde de seres vivos sob exposição de diversos compostos químicos, pesquisadores da Oregon State University e da Carnegie Mellon University também realizam investigações no sentido de determinar possibilidades de remoção destes químicos tóxicos. Está em curso uma pesquisa feita com os TAML activators, que têm a capacidade de retirar corantes e alguns químicos tóxicos da água.

Alternativas

Apesar dos avanços que esse tipo de teste pode proporcionar, é sempre bom lembrar que experiências com animais interferem de forma significativa no bem-estar dos mesmos.

Atualmente, já são conhecidas tecnologias alternativas que possuem o propósito de reduzir o número de animais submetidos a testes em laboratórios ou até mesmo de substituir completamente os testes em animais por outros tipos de testes (veja um exemplo aqui), como o caso da toxicologia in vitro baseada na análise de células e tecidos, que é praticada em contraste aos métodos realizados in vivo. De acordo com uma página da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health dedicada especialmente ao assunto de alternativas para testes em animais, os métodos in vitro tanto para a área da toxicologia quanto para outras áreas da ciência que necessitam dessas avaliações de risco tentam desvendar os mecanismos celulares e moleculares pelos quais uma substância realiza os seus efeitos tóxicos e em que local estes efeitos são observados. Para que esse método funcione, conhecimentos de biologia celular, molecular, bioquímica complexa e biofísica são aplicados.

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