Apoio: Roche

Saiba onde descartar seus resíduos

Verifique o campo
Inserir um CEP válido
Verifique o campo
Lightbulb

Lançado para complementar o sexto relatório do IPCC, atlas on-line revela futuros impactos regionais das mudanças climáticas sob diferentes cenários

Se preferir, vá direto ao ponto Esconder

É consenso que as mudanças climáticas já estão afetando todo o planeta, mas seus impactos locais – inundações, secas, furações, calor extremo, doenças ou uma combinação de todos esses desastres – variam de um lugar para outro. Agora, um atlas digital interativo, lançado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), permite que você veja quais catástrofes têm mais probabilidade de atingir a sua região.

A ferramenta faz parte do sexto relatório do IPCC sobre mudanças climáticas, batizado de AR6 Climate Change 2021: The Physical Science Basis e divulgado na última segunda-feira (9) pelo IPCC em Genebra, na Suíça.

Em relação ao último documento, esta versão atualizada do relatório fornece, pela primeira vez, uma avaliação regional mais detalhada dos impactos das mudanças climáticas no mundo.

É possível conferir essas informações nas fichas técnicas do relatório e no atlas digital interativo, disponibilizado no site da instituição. Para 2022, o IPCC planeja lançar as duas próximas partes do AR6. Para acessar a primeira parte do relatório, clique no card abaixo:

Segundo Ko Barrett, vice-presidente do IPCC, “é indiscutível que as atividades humanas estão causando as mudanças climáticas”.

Em entrevista coletiva realizada no domingo (8), ele explicou que “a influência humana está tornando os eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor, chuvas fortes e secas mais frequentes e severas. O que há de novo neste relatório é que agora podemos atribuir muito mais mudanças em nível global e regional à influência humana, e projetar melhor as mudanças futuras de diferentes quantidades de emissões”.

Como funciona o atlas interativo?

O atlas mostra o que pode acontecer em diferentes regiões sob diferentes cenários, dependendo da rapidez com que combatemos ou aceleramos as emissões. No Brasil, à medida que a temperatura média global for subindo, é provável que vejamos elevações na quantidade total de chuvas no Sudeste e no Sul do país.

Nas regiões Centro-Oeste, leste da Amazônia e em grande parte do Nordeste, a tendência é de redução das chuvas. O relatório sugere que as temperaturas médias na região situada acima do Sudeste podem subir de 3º a 4º C até o final deste século.

Enquanto os líderes globais aguardam a próxima reunião da Cúpula do Clima das Nações Unidas, em novembro, a nova ferramenta permite que os governos vejam exatamente como as mudanças climáticas estão impactando seus próprios países. Ainda não é tarde para evitar os impactos mais catastróficos, diz o relatório.

“Acho que uma mensagem importante [do relatório] é que ainda é possível evitar muitos dos impactos mais terríveis”, disse Barrett. “Mas isso requer uma mudança transformacional sem precedentes e uma redução rápida e imediata das emissões de gases de efeito estufa para zero líquido até 2050″, concluiu.