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Aprenda o que é a astropolítica e como ela é usada para cuidar do espaço

A astropolítica é uma área que estuda toda e qualquer atividade espacial, seja civil, comercial, ambiental ou militar. Desde as primeiras observações do espaço na astronomia, ele tem sido objeto de estudo para os seres humanos. Contudo, a constante exploração desse meio pode gerar impactos socioambientais negativos, como a poluição luminosa e as quedas de lixo espacial.

Para que serve a astropolítica?

Os avanços tecnológicos foram capazes de levar os seres humanos ao espaço com o objetivo de sua exploração. A partir disso, a indústria continua se expandindo, seja na área de pesquisa científica ou na área de turismo espacial. Portanto, a astropolítica se mostra uma área de importância em relação ao que ocorre fora da atmosfera terrestre. Ela visa proteger e monitorar as atividades espaciais para ajudar a evitar impactos negativos que, até então, seguem sem regulamentação. 

Militarização do espaço

Entre os interesses humanos na exploração do espaço, além da mera curiosidade, está a segurança. O primeiro artefato humano a atingir o espaço, por exemplo, foi um foguete criado pela Alemanha nazista para aterrorizar Londres (V-2). 

Durante a Guerra Fria, a corrida espacial também tinha o âmbito militar, onde duas nações trabalharam na fabricação de mísseis balísticos capazes de lançar ogivas nucleares. Além disso, essas nações buscavam por prestígio de suas ações realizadas fora da órbita terrestre. 

O espaço, diferentemente da Terra, não conta com a escassez atual de recursos naturais. A dependência desses recursos, em conjunto com a constante necessidade e curiosidade humana de exploração do ambiente espacial dentro dos âmbitos militar, logístico e comercial são fatores que criaram a emergência da astropolítica

Astropolitik 

A primeira instância comprovada sobre o estudo da astropolítica ocorreu em 2001, quando o professor Everett Carl Dolman publicou o livro Astropolitik — que defende a teoria de que o espaço há de ser um campo de batalha entre grandes nações. O livro explica que a rivalidade política e econômica será o impulso para a exploração do espaço para causas intergovernamentais. 

As teorias de Dolman pedem por alguma regulamentação que proteja o espaço para que sua exploração ocorra sem muitos impactos. Porém, durante o século XXI, já é possível observar a pegada que o ser humano deixou no espaço. 

Biossegurança espacial 

A área de biossegurança espacial, por exemplo, tem o propósito de reunir medidas para prevenir e combater os tipos de contaminação causados por organismos alienígenas. Entretanto, em frente a companhias como a SpaceX, que são especializadas no comércio do turismo espacial, cientistas chamam atenção para a falta de investimento na área. 

Existem protocolos de segurança criados pelo Comitê de Pesquisa Espacial (Coaspar), mas é possível que o ser humano já tenha introduzido organismos em Marte em uma das 30 missões de exploração feitas no planeta. Algumas bactérias resistentes a radiação por ionização, dessecação e desinfetantes foram isoladas nas salas para montagem das espaçonaves da Nasa. 

Leis ambientais 

Astrônomos chamam a atenção para novas preocupações dentro da astropolítica: a poluição. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Edinburgh, a órbita terrestre baixa “está em risco de detritos espaciais e objetos que causam poluição luminosa para os astrônomos que visualizam o espaço da Terra”.

Especialistas acreditam que a implantação de regulamentações de âmbito sustentável e ético é necessária para que empresas tenham mais cuidado em lançamentos de satélites e outras tecnologias que são lançadas em órbita. 

Além dos possíveis impactos para a vida na Terra, astrônomos alertam para o risco de dano de satélites funcionais localizados no ecossistema. Outros possíveis efeitos do lixo espacial ainda são desconhecidos para o ser humano. 

Contudo, em 2021, cerca de três toneladas de lixo espacial colidiram com a Lua, possivelmente criando uma cratera de aproximadamente 20 metros de diâmetro. Os impactos da colisão não puderam ser estudados nem observados por especialistas. 

O lixo que originou a colisão vem viajando pelo espaço por sete anos e não possui origens confirmadas, porém, cientistas sugerem que ele pode ter derivado de um foguete lançado pela China em 2014. 

Pela falta de atmosfera na Lua, o satélite não consegue evitar colisões com meteoros e asteroides que transitam pelo espaço. Por isso, a superfície lunar já é repleta de crateras que, por conta da ausência de erosão, continuarão visíveis para sempre. Assim, é possível exemplificar a fragilidade do ecossistema espacial, provando que a implementação da astropolítica e de regulamentações que protegem os interesses do espaço é extremamente necessária. Por enquanto, a humanidade continuará em uma batalha de egos para se provar eficiente na exploração extraterrestre, e o resto do universo poderá sofrer com as consequências.