O que é silício?

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O silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre e possui diversas utilidades

Silício
Imagem editada e redimensionada de Rdamian1234, está disponível no Wikimedia e licenciada sob CC BY-SA 4.0

O que é silício

O silício é um componente essencial da maioria das rochas que formam a crosta terrestre, fazendo parte de mais de 28% da sua massa. Ele é o segundo elemento mais abundante na superfície da Terra, perdendo somente para o oxigênio. O sol, outras estrelas e meteoritos chamados aerólitos também possuem silício em sua composição. Sua forma pura não pode ser encontrada na natureza, mas os compostos do silício podem ser encontrados, por exemplo, nos arenitos, na argila, na areia e no granito, normalmente na forma de dióxido de silício (também conhecido como sílica) e silicatos (compostos contendo silício, oxigênio e metais).

Além de ter um brilho metálico e uma coloração castanha acinzentada, o silício apresenta uma forma cristalina muito dura e pouco solúvel. Além disso, o silício é um elemento relativamente inerte e resistente à maioria dos ácidos. A sílica pode apresentar cores diferentes conforme a presença de outros elementos. Quando é quase pura, é conhecida como quartzo ou cristal. Os quartzos de cor púrpura ou lilás são as ametistas. Com uma coloração amarela, os quartzos são conhecidos como citrinos. Já a opala, sílica amorfa hidratada, é encontrada em várias cores.

O silício no cotidiano

O silício é utilizado como principal componente nos silicones, vidro, cimento, cerâmica. Além disso, por ser um material semicondutor abundante, a indústria eletrônica e microeletrônica utiliza o silício como um material básico para a produção de variados circuitos eletrônicos miniaturizados. O elemento é considerado tão importante para essas indústrias que foi posto no nome do Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde estão concentradas importantes empresas do setor de eletrônica e informática.

Os cristais de quartzo também são muito importantes por possuírem uma propriedade especial chamada piezoeletricidade. Trata-se de uma característica que permite a transformação de energia mecânica em energia elétrica, tornando esses elementos úteis para a construção de diversos objetos, como painéis solares.

Além de podermos reutilizar os sachês de sílica, saquinhos utilizados para redução da umidade em embalagens de medicamentos, por exemplo, o silício é também reciclado por muitas empresas. Com a reciclagem dos componentes que possuem o material, é possível economizar de 30% a 90% de energia na manufatura de células solares para os painéis solares.

Os efeitos do silício sobre o ser humano

O silício é um dos doze elementos principais na composição dos organismos vivos, e mesmo em pequenas quantidades, esse elemento desempenha um papel biológico importante para as estruturas de suporte do organismo. No entanto, apesar de ser um elemento fundamental para o corpo, a inalação do silício pode causar pneumoconiose e silicose.

A sílica cristalina foi analisada pelo IARC e classificada como cancerígena para humanos. Se inalada, além de causar pneumoconiose e silicose, a sílica cristalina também pode causar câncer de pulmão. Isso preocupa não só os trabalhadores, mas também os moradores dos arredores das minas de areia, principal recurso explorado na sua extração.

Os efeitos do silício sobre o meio ambiente

A mineração da areia é uma prática usada para extrair areia de poços, praias, dunas, fundo de oceanos e rios. Além de ser responsável pela erosão, essa prática prejudica as formas de vida que vivem nos arredores. A perturbação das areias do fundo do mar e das praias também é responsável por prejudicar os corais e outras formas de vida aquáticas que dependem da luz do sol. Além disso, as dunas removidas tornam as terras mais vulneráveis à inundações, sem contar os prejuízos ao turismo.

Para amenizar todos esses fatores e alguns outros, foram criadas leis para regulamentar a mineração da areia, mas como a demanda continua crescente para esse tipo material, mais minas surgem – legais e ilegais – em ritmo de extração frenético. Um documentário chamado “The Price of Sand” (O Preço da Areia) escrito e dirigido por Jim Tittle conta como uma pequena cidade em Minnesota, nos Estados Unidos, reagiu a uma empresa de óleo que adquiriu terras próximas, para instalar uma mina de areia.

O documentário possui uma hora de duração e busca explicar a ordem dos acontecimentos, além de enfatizar os protestos e as reclamações. Tittle destaca em seu site as posições de ambos os lados e mostra, no filme, entrevistas com moradores dos arredores da mina e suas críticas: dentre elas, as nuvens de sílica que se levantam das areias extraídas, poluição que ameaça a saúde dos habitantes da cidade. Confira o trailer do documentário (em inglês):


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