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Organização Meteorológica Mundial indica 2016, 2019 e 2020 como os três anos mais quentes já registrados; desde 1980, cada década tem sido mais quente que a anterior; previsão é que o aquecimento global e outras tendências de mudança climática de longo prazo continuem devido aos níveis recordes de gases de efeito estufa na atmosfera.

Por Nações Unidas News | A Organização Meteorológica Mundial, OMM, confirmou nesta quinta-feira que os últimos oito anos foram os mais quentes já registrados globalmente.

O aquecimento foi causado por concentrações cada vez maiores de gases de efeito estufa e acumulação de calor.

Desde 1980, cada década tem sido mais quente do que a anterior e tendência deve continuar

Unsplash/Alex Mertz Desde 1980, cada década tem sido mais quente do que a anterior e tendência deve continuar

Impacto do La Niña

No ano passado, a temperatura média global foi cerca de 1,15 °C acima dos níveis pré-industriais, fazendo com o que 2022 fosse o 8º consecutivo em que as temperaturas globais anuais atingiram pelo menos 1°C acima dos níveis pré-industriais.

Sendo assim, o período de 2015 a 2022 é considerado o mais quente já registrado. Com isso, aumenta a probabilidade de, temporariamente, ser rompido o limite de 1,5°C do Acordo de Paris.

De acordo com a OMM, devido ao fenômeno de resfriamento La Niña, agora em seu terceiro ano, 2022 não foi o período mais quente já registrado, mas é o quinto ou sexto mais quente.

Entretanto, esse impacto de resfriamento será de curta duração e não reverterá a tendência de aquecimento de longo prazo causada por níveis recordes de gases de efeito estufa que retêm o calor em nossa atmosfera. O La Niña deve continuar até março de 2023.

Desde a década de 1980, cada década tem sido mais quente que a anterior. A previsão é que a tendência continue. Os anos de 2016, 2019 e 2020 são os três mais quentes já registrados. O fenômeno El Niño, excepcionalmente forte, ocorreu em 2016, o que contribuiu para temperaturas globais recordes.

A OMM destaca que as diferenças de temperatura entre o 4º e o 8º ano mais quente são relativamente pequenas”.

Com os impactos da mudança climática, desastres relacionados ao clima, inundações extremas, calor e seca afetaram milhões de pessoas e custaram bilhões em 2022

© OMM/Kureng Dapel Com os impactos da mudança climática, desastres relacionados ao clima, inundações extremas, calor e seca afetaram milhões de pessoas e custaram bilhões em 2022

Desastres climáticos

A previsão é que o aquecimento global e outras tendências de mudança climática de longo prazo continuem devido aos níveis recordes de gases de efeito estufa na atmosfera.

Ondas de calor extremas, secas e inundações devastadoras afetaram milhões e custaram bilhões este ano, de acordo com o relatório provisório Estado do Clima Global em 2022. No final de dezembro, fortes tempestades afetaram grandes áreas da América do Norte. Ventos fortes, neve pesada e baixas temperaturas levaram a perturbações generalizadas no leste. Chuvas fortes, neve nas montanhas e inundações afetaram áreas no oeste.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, lembra os vários desastres climáticos de 2022, que destruíram vidas e meios de subsistência, prejudicando a segurança e a infraestrutura da saúde, alimentação, energia e água.

Grandes áreas do Paquistão foram inundadas, com grandes perdas econômicas e mortes. Ondas de calor recorde foram observadas na China, Europa, América do Norte e América do Sul. Ele lembrou ainda da longa seca no Chifre da África, que ameaça se tornar uma catástrofe humanitária.

Menos da metade dos Países Menos Desenvolvidos e apenas um terço dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento têm um sistema de alerta precoce de múltiplos riscos

Undrr/Chris Huby Menos da metade dos Países Menos Desenvolvidos e apenas um terço dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento têm um sistema de alerta precoce de múltiplos riscos

Alertas precoce

Petteri Taalas alerta que há uma necessidade de aumentar a preparação para tais eventos extremos e garantir que a meta da ONU seja alcançada de alertas prévios para todos nos próximos cinco anos.

Atualmente, apenas metade dos 193 Estados-membros da organização têm serviços de alerta precoce adequados, o que leva a perdas econômicas e humanas muito maiores. Também existem grandes lacunas nas observações meteorológicas básicas na África e nos estados insulares, o que tem um grande impacto negativo na qualidade das previsões meteorológicas.

Este texto foi originalmente publicado por Nações Unidas News de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.


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