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Esgoto doméstico vira adubo e dinheiro na cidade americana de Kansas

A cidade norte americana de Kansas conseguiu reduzir o impacto de dois problemas urbanos e ainda ganhar dinheiro com isso. A prefeitura local passou a utilizar o esgoto doméstico para adubar plantações de milho e soja destinadas à produção de biocombustíveis. Assim foi possível diminuir as emissões de metano e de gás carbônico da cidade.

Na verdade as lavouras não utilizam o esgoto propriamente dito, mas o lodo formado por ele, chamado biossólido. As plantações que utilizam esse manejo não podem ser destinadas ao consumo humano, mas os vegetais não perdem a função de produzir combustível. A prática rendeu mais de dois milhões de dólares ao Kansas em cerca de seis anos. Dessa forma conseguiu dar um destino melhor para cerca de 10 toneladas de esgoto, que foram aplicados em mais de 1300 hectares. Antes todo o biossólido era incinerado.

Pesquisas e uso no Brasil

Como a origem do biossólido é o esgoto, podem ser encontrados agentes contaminantes orgânicos,  inorgânicos (metais pesados) e biológicos (coliformes, ovos de helmintos, salmonela). Por esse motivo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou, em 2006, uma resolução para definir os níveis máximos de poluentes no biossólido para ser utilizado na agricultura. Se processado de maneira correta o adubo não provoca doenças e minimiza o impacto de poluente no meio ambiente.

Uma parceria entre a Universidade Federal Fluminense (UFF) com a prefeitura de Volta Redonda e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) viabilizou  um estudo sobre a maneira de produzir o biossólito e os benefícios da utilização desse adubo para as plantas.

A equipe de professores e alunos da universidade utilizaram a compostagem do lodo de esgoto doméstico, junto com resíduos de podas de árvores, para desenvolver um adubo orgânico  e com poucos vestígios de substâncias nocivas a saúde e ao meio ambiente. O próximo passo da pesquisa irá analisar a concentração de nutrientes nas folhas de aroeiras e de plantações de milho tratadas com diferentes quantidades de biossólido e terra.

A Sabesp, companhia de água do estado de São Paulo, também produz o biossólido na Estação de Tratamento de Franca. O adubo não pode ser utilizado na fertilização de culturas que sejam destinadas ao consumo cru ou que estejam em contato direto com o solo (raízes comestíveis), mas quando aplicado em  reflorestamento, por exemplo, aprimorou significativamente as condições do solo por sua riqueza em fósforo e nitrogênio, além de repor a matéria orgânica da terra.

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