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Pedro Luiz Côrtes explica que é preciso se distanciar das constatações e tomar ações práticas contra os eventos climáticos extremos, além de destacar a importância das informações científicas nesse combate

Eventos climáticos estão sendo registrados ao redor do mundo nos últimos meses. As ondas de calor extremo no Canadá, chuvas torrenciais na Alemanha e Bélgica, enchentes na Ásia e frio intenso no Sul do Brasil são exemplos das mudanças climáticas atuais. O professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, Pedro Luiz Côrtes, destaca que os eventos estão de acordo com os prognósticos presentes no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU no Jornal da USP no Ar 1° Edição.

Para ele, se os eventos ocorressem de maneira isolada seriam considerados típicos. “Porém, o que estamos vendo é uma coleção de eventos extremos que confirma a efetivação das mudanças climáticas e as avaliações e prognósticos presentes no painel da ONU “, ressalta. De acordo com Côrtes, a tendência é que esses eventos se repitam e sejam cada vez mais frequentes. “Além dos desconfortos e problemas de saúde, nos casos de calor e frio extremos, as mudanças climáticas também mudam a lógica econômica de uma série de atividades. É muito importante que ações efetivas sejam tomadas contra esses agravamentos”, complementa.

Na avaliação do professor, atuar na redução das emissões de gases de efeito estufa pela atividade humana é uma medida, porém demorada, até que se encontrem resultados efetivos em relação à situação atual. “A partir da recuperação de áreas florestais, como a mata atlântica e a floresta amazônica, nós podemos capturar quantidades expressivas de CO2 da atmosfera, o que ajudaria na redução dos efeitos climáticos gerados pelo acúmulo desse gás na atmosfera”, explica. “Particularmente no caso da Amazônia, além de evitar o desmatamento, também devemos impulsionar a recuperação das florestas para que nas próximas décadas se restabeleçam as condições climáticas mais próximas do normal na região central do Brasil”, enfatiza.

Côrtes ainda destaca que existem instrumentos para reverter a situação, porém é preciso se distanciar um pouco das constatações e tomar ações práticas e efetivas para isso. “Também é muito importante que as pessoas levem em consideração o que os cientistas estão dizendo e se conscientizem sobre a importância das informações científicas para a sobrevivência humana adequada nas próximas décadas e a reversão da situação climática atual.”