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Considerada a cidade mais verde dos Estados Unidos, São Francisco se preocupa agora em reciclar as roupas de seus moradores

A cidade de São Francisco, na Califórnia (EUA), é conhecida por muitos lugares turísticos, como a Golden Gate Bridge, os famosos bondinhos e as ruas íngremes, mas também está a frente quando o assunto é reciclagem. A cidade é conhecida como a capital verde do país.

Em 2009, o município criou uma lei para que empresas e moradores separassem os seus lixos em orgânicos e recicláveis. Essa e outras medidas – como programas de reciclagem e compostagem – fizeram com que São Francisco conseguisse interceptar 80% do lixo da cidade que iria parar nos aterros sanitários, sendo essa a porcentagem mais alta de desvio alcançada nos Estados Unidos.

Hoje, ela é considerada a cidade mais verde de todo o país. Não satisfeita, começou a se preocupar com as roupas “velhas” dos seus habitantes: um novo programa pretende aliar tecnologia à conveniência para que roupas indesejáveis não parem no lixo comum, mas em um contêiner de reciclagem de material têxtil. Essa ação faz parte de esforços da prefeitura para alcançar a meta de se ter lixo zero até 2020.

Graças a uma parceria entre a San Francisco Goodwill, uma empresa de empreendimento social que arrecada doações desde roupas, utensílios de cozinha e eletrônicos usados para revendê-los (usando o dinheiro em ações para treinar e capacitar pessoas para o mercado de trabalho); e a Frog, uma companhia de design, foram desenvolvidos contêineres chamados de goBin. Esses contêineres usam sensores para detectar quando os recipientes atingem a capacidade máxima. Desse modo, a empresa é notificada e faz a coleta do material doado (veja foto no início da matéria.

A prefeitura pretende colocar os goBins em 100 prédios e condomínios da cidade. Com tamanha conveniência para os moradores, a cidade espera que os tecidos ganhem outro destino, bem longe dos seus aterros sanitários: uma vez doadas, as peças podem voltar para o mercado e serem revendidas, reutilizadas em outros produtos têxteis, ou ainda transformadas novamente em fibras de tecido, sendo colocadas em produtos para isolamento. Tudo depende do estado do material doado e do que é doado – os moradores podem doar roupas, toalhas, meias, tênis, roupas de cama, cortinas, entre outros.

Além da comodidade, há um incentivo a mais: quem coloca roupas usadas no goBin tem dedução no imposto de renda. Os recipientes têm um código QR que, escaneados por smartphones, dão acesso a um formulário de redução de imposto. No final das contas, os goBins ajudam não somente o meio ambiente, mas o bolso dos moradores da cidade.

Veja o vídeo do programa (em inglês):

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