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Pesquisadores estudam uma possível relação entre óleo essencial e convulsão. Confira medidas de precaução

Óleos essenciais são bastante populares e muito utilizados devido às suas propriedades benéficas à saúde. No entanto, pesquisas apontam uma relação entre óleo essencial e convulsão e cientistas alertam para os cuidados no uso e na dosagem. Saiba mais a seguir e confira medidas de precaução.

Propriedades convulsivas

Embora o uso de óleos essenciais seja benéfico e mesmo sendo usado diariamente costuma ser seguro, há séculos alguns óleos essenciais são associados a convulsões. Em um estudo publicado na Epilepsy Research, neurologistas indianos encontraram evidências que sugerem que o uso dos óleos essenciais pode não ser tão seguro quanto se pensava anteriormente.

Na pesquisa, pacientes em quatro hospitais do sul da Índia que tiveram convulsões foram avaliados quanto ao uso de óleo essencial de eucalipto e de cânfora. Analisando 350 casos de convulsões, os pesquisadores determinaram que 15,7% (55 pacientes) podem ter sido induzidos por inalação, ingestão ou uso tópicos de óleos essenciais. 

Os pacientes foram aconselhados a interromper o uso dos óleos e, com isso, os pesquisadores notaram que a grande maioria não teve outra convulsão durante o período de acompanhamento.

Segundo o professor e chefe do departamento de neurologia do Hospital St. John’s Medical College, de fato houve um aumento nas convulsões que pode ter sido causado pelo uso de óleos essenciais em pessoas com epilepsia e histórico de convulsões.

Há casos, ainda, em participantes que não tinham histórico. Um homem de 28 anos, por exemplo, que não tinha histórico pessoal ou familiar de convulsões, inalou o vapor de uma mistura de óleo de eucalipto e água quente para tratar um resfriado e, cinco minutos depois, perdeu a consciência e teve uma convulsão. Participando do estudo, ele evitou a exposição aos óleos essenciais e não teve convulsões durante os dois anos seguintes. 

Os cientistas alertam sobre esse tema ainda ser pouco estudado, mas vale considerar que as pesquisas até então mostraram uma possível relação entre óleo essencial e convulsão.

Medidas de precaução

Nos estudos apontados, os óleos pró-convulsivos em destaque foram o óleo essencial de eucalipto e de cânfora. Ainda que não sejam pesquisas conclusivas, os cientistas recomendam que médicos perguntem sobre a exposição a esses óleos essenciais em episódios de convulsão. 

Além disso, assim como no uso de qualquer outra substância, ao utilizar os óleos essenciais, é importante levar em consideração fatores pessoais, como condições de saúde e uso de determinados medicamentos e suplementos. Também é importante considerar a composição química e pureza do óleo, o método e duração de uso e a dosagem adequada.

Antes de utilizar um óleo essencial, é preciso realizar um teste de contato. Para isso, basta diluir duas gotas de óleo essencial em uma colher de sopa de óleo carreador e fazer uma aplicação leve no antebraço, esfregando o óleo e tampando com uma gaze. Depois, é preciso esperar por 24 horas para certificar-se de possíveis reações adversas.

Para prevenir as reações adversas, os óleos essenciais não devem ser utilizados internamente (por exemplo, na boca). Externamente, boa parte dos óleos essenciais precisam ser diluídos em óleo carreador, para uso seguro, mantendo a concentração de 1% a 5% (em média uma gota a cada 30 ml).Por fim, os óleos essenciais não devem entrar em contato direto com os animais de estimação, porque eles são mais sensíveis às substâncias. Ao utilizar técnicas como a aromaterapia, use pouco óleo essencial e o dilua bastante, pois os animais possuem um olfato mais aguçado que os humanos, sendo mais sensíveis a cheiros também.