Poluição prejudica um dos principais reservatórios de São Paulo

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O reservatório de Itupararanga (foto) que abastece diversas cidades do interior do estado mostra altos índices de esgoto e algas tóxicas

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) junto com a FAPESP realizaram um Projeto Temático de Pesquisa no reservatório de Itupararanga, localizado na bacia hidrográfica do rio Sorocaba.

Responsável pelo abastecimento de água e geração de energia para cidades do interior de São Paulo, como Votuporanga, São Roque, Sorocaba e Votorantim, o rio passa por deterioração da qualidade de suas águas, de acordo com estudos realizados pelo projeto.

Devido à degradação de seus afluentes o manancial tem sofrido alterações, o que pode afetar o abastecimento de água nas cidades próximas ao reservatório. “Observamos que a qualidade da água do manancial vem se deteriorando rapidamente, o que é um problema grave, uma vez que se trata de um reservatório estratégico para o abastecimento dos municípios da região de Sorocaba”, afirma a professora da EESC e coordenadora do Projeto Temático, Maria do Carmo Calijuri.

Segundo as análises de amostras da água, comunidades de plantas macrófitas (espécies aquáticas indicadoras de poluição) estão se proliferando em Itupararanga, principalmente na região dos córregos de Paruru, Ressaca e Cabo Verde, próximos às cidades de Piedade e Ibiúna, devido à grande quantidade de esgoto que é despejado nessas desembocaduras.

“A água desses braços, que é misturada e entra aos poucos no reservatório, está apresentando uma carga muito grande de poluentes. A mistura da água no corpo central e os processos naturais de depuração contribuem para a melhoria da qualidade da água da represa, como um todo. Mas alguns braços estão muito comprometidos”, disse Maria do Carmo.

Uma das margens do reservatório ainda está conservada com mata nativa. Já a outra está ocupada por propriedades rurais com plantações de milho, batata, cebola, morango, entre outras, além de também haver áreas de pastagem.

Segundo pesquisadores, a maioria do esgoto despejado é proveniente dos afluentes onde estão localizadas empresas, condomínios residenciais, casas de veraneio e chácaras.

Quantidades preocupantes de fósforo e nitrogênio na água ajudam algas potencialmente tóxicas a se proliferarem, podendo prejudicar o uso do reservatório.

Gestão integrada

De acordo com Calijuri, os resultados parciais do estudo, que indicam a deterioração da qualidade da água do reservatório Itupararanga, podem contribuir para a gestão integrada dos recursos hídricos da bacia hidrográfica do rio Sorocaba.


“O manejo adequado das microbacias existentes contribuirá para melhorar a qualidade da água do reservatório”, disse Maria do Carmo.

Fonte: Agência FAPESP



 

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