Comportamento de risco e poluição podem aumentar em 38% o número de novos casos de câncer no Brasil até 2020

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Especialistas apontam para futuro alarmante na América Latina e no Caribe

Não é novidade para ninguém que uma vida sedentária pode causar complicações. Estresse e obesidade são apenas algumas delas.

Dessa vez, especialistas apontam para uma questão bem mais grave: o crescente número de novos casos de câncer na América Latina e no Caribe causados, principalmente, pelo estilo de vida desregrado e pelo impacto ambiental da poluição do planeta.

De acordo com o relatório da Comissão de Oncologia Lancet, divulgado em abril de 2013, o principal responsável é a adoção de comportamentos de risco, como o sedentarismo, a alimentação menos saudável e o aumento no consumo de cigarro e álcool.

Mas fatores ambientais, principalmente os relacionados à poluição, também têm contribuindo com o agravamento da situação. A exposição à queima de combustíveis fósseis e ao sol por longos períodos sem proteção também são apontados como vilões.

As projeções são de um aumento de 35% de novos casos de câncer entre os anos de 2009 e 2020. No Brasil, a expectativa é que o índice seja ainda maior, chegando a 38,1%.

Tratamento

Embora o registro de casos da doença em relação aos países desenvolvidos seja menor, a América Latina apresenta uma taxa de mortalidade maior. Enquanto as taxas dos Estados Unidos e da Europa ficam em, respectivamente, 35% e 43%, aqui, ela gira em torno de 59%.

As causas disso seriam o diagnóstico tardio e a falta de acesso ao tratamento. Os pesquisadores também afirmam que o aumento da expectativa de vida, a adoção de um estilo de vida sedentário, semelhante aos encontrados nos países desenvolvidos e a baixa renda da população contribuem para que o problema se agrave ao longo do tempo.

O relatório também aponta para os gastos das regiões do mundo com o câncer. Enquanto os EUA gastaram US$ 142,8 bilhões apenas em 2009, o Brasil gastou apenas US$ 1,5 bilhão. São US$ 460,17 para cada paciente norte-americano e US$ 8,04 (o equivalente a cerca de R$ 16) para os brasileiros.

Fique ligado

Para não fazer parte dessas estatísticas, largue comportamentos considerados de risco, como o sedentarismo e o abuso de cigarro e álcool. Além do câncer, essas atitudes estão relacionadas a outros problemas de saúde, como a obesidade e problemas cardíacos e respiratórios.

Não se esqueça de sempre passar filtro solar, e prefira andar de transporte coletivo, principalmente nos veículos movidos por energia limpa e renovável, como o trem e o metrô - o que diminui a poluição do ar. E não se esqueça de cobrar as autoridades responsáveis pelo tratamento e por políticas que combatam o desenvolvimento de câncer.

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