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Descoberta abre caminho para biorremediação, mas descarte final ainda é um desafio sem solução

Elas são chamadas de “produtos químicos eternos” por uma razão assustadora: não se degradam com facilidade no ambiente e, quando se quebram, geram substâncias ainda mais perigosas.

Agora, uma pesquisa publicada na Nature Microbiology revela um capítulo inédito dessa história. Bactérias estão pegando os poluentes PFAS – usados em itens como roupas à prova d’água e espumas de combate a incêndio – e os tecendo diretamente nas moléculas que formam suas membranas celulares.

A descoberta, liderada pelo professor Frank Loeffler, da Universidade do Tennessee em Knoxville, contesta a ideia fatalista de que esses compostos são permanentemente inalteráveis no ambiente.

O estudo mostrou que microrganismos incorporam os chamados polifluoroalquil carboxilatos – um tipo específico de PFAS – nos lipídios de suas membranas. Esse processo, longe de ser uma curiosidade de laboratório, pode ajudar na limpeza de áreas contaminadas.

Chris Cox, chefe do departamento da universidade, classificou o achado como um avanço importante para entender como os seres vivos reagem a essa família de substâncias sintéticas onipresentes. Ainda assim, o destino final dos poluentes após a ação bacteriana permanece um problema sem solução.

A pesquisa utiliza métodos variados, que vão desde técnicas de cultivo até análises genéticas, bioquímicas e computacionais, aplicadas a solos, sedimentos, águas subterrâneas e outros ambientes.

O trabalho de Yongchao Xie e colaboradores, no laboratório de Loeffler, demonstra que as bactérias fazem uma ligação covalente com os PFAS – ou seja, prendem os poluentes de forma duradoura em sua própria estrutura celular.

Embora os PFAS sejam associados a doenças graves como câncer e à contaminação permanente do corpo humano e da natureza, a capacidade bacteriana identificada oferece um raio de esperança para a remediação ambiental, ainda que o descarte final desses compostos continue sendo uma incógnita.


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