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Substâncias químicas utilizadas nas indústrias de refrigeração e farmacêutica serão substituídas por tecnologias ecológicas com baixo potencial de aquecimento global

Por Luciano Milhomem em Nações Unidas Brasil

Uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) resultou em um projeto nacional para eliminação do uso de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs)– substâncias químicas utilizadas em sua maioria nas indústrias de refrigeração e farmacêutica–, e uma das principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio. 

O Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) até o mês passado já havia apoiado a conversão industrial de 368 empresas que usavam a substância para produzir espumas.

Este esforço foi documentado em vídeo e agora foi lançado em formato de série para estimular que outras empresas façam a transição tecnológica e ecológica, substituindo os HCFCs por substâncias que não agridam a camada de ozônio e que apresentem baixo potencial de aquecimento global.

Os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) são substâncias químicas utilizadas, principalmente, nas indústrias de refrigeração, na produção de espumas, como solventes na indústria farmacêutica e na limpeza de peças sensíveis e circuitos de refrigeração. Os HCFCs são também responsáveis pela destruição da camada de ozônio, que, da estratosfera, protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol. 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), está implementando o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH). Até abril deste ano, MMA e PNUD apoiaram a conversão industrial de 368 empresas do setor de espumas. Essas empresas eliminaram, em conjunto, o consumo de 2.269 toneladas de HCFC-141b, fundamentais para que o Brasil cumpra as metas estabelecidas pelo Protocolo de Montreal – tratado internacional de 1987, em vigor desde 1989, que estabelece obrigações específicas, em especial a progressiva redução da produção e consumo das substâncias que destroem a camada de ozônio até sua total eliminação.

As empresas beneficiadas pelo PBH até o momento substituíram o HCFC-141b por substâncias que não agridem a camada de ozônio e apresentam baixo potencial de aquecimento global. Essa substituição demonstra o engajamento do Brasil na proteção à camada de ozônio e na mitigação de emissões de gases de efeito estufa.

O programa fornece apoio financeiro e a assistência técnica necessária para a transição de tecnologia. Essa mudança fortalece o desenvolvimento sustentável do setor. Com o PBH, as empresas ficam mais eficientes e preparadas para as novas tendências do mercado, contribuindo para o país construir um futuro sustentável.

Em reconhecimento ao esforço realizado por essas empresas, foi produzida uma série de vídeos, com depoimentos de representantes das empresas beneficiárias apoiadas pelo PBH. “A ideia é que, ao conhecer melhor o programa, mais empresas se habilitem para realizar a transição tecnológica, apoiando o país na proteção à camada de ozônio”, destaca a gerente do PBH no PNUD Brasil, Ana Paula Leal.

Assista aqui a série de vídeos sobre PBH para setor de espuma.

Este texto foi originalmente publicado por Nações Unidas Brasil de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original. Este artigo não representa necessariamente a opinião do Portal eCycle.