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Por meio de técnica precisa, artista desvenda o céu de grandes cidades do mundo, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro

Um dos artistas pioneiros da fotografia digital, o francês Thierry Cohen, trabalha, desde 2010, no projeto “Villes Enteintes” (“Cidades Escurecidas”, em tradução livre), cujo principal objetivo é demonstrar como seria a visão do céu das maiores cidades do mundo, caso não houvesse luzes artificiais, o que o autor chama de “poluição da luz”. Em outras palavras, ele reproduz o céu caso pudéssemos ver as estrelas.

O método de Cohen é preciso e remonta a metodologias usadas por artistas do início do século XIX. O artista tira fotos de uma bela paisagem em uma grande cidade, anotando o ângulo, a latitude e a longitude da exposição. Com o movimento de rotação da Terra, as mesmas estrelas podem ser vistas, após certo período, em outros lugares em que não há poluição nem luzes, como desertos e planícies. Assim, Cohen monta seu equipamento no Saara ou no Atacama e capta, na latitude e longitude corretas, a posição das estrelas.

Unindo as duas imagens, obtém-se uma visão inimaginável e questionadora. Afinal, com o aumento do urbanização, o que estamos fazendo com a relação homem-natureza? Cidades brasileiras, como São Paulo (foto no início da matéria) e Rio de Janeiro (abaixo), são dificilmente reconhecidas. Não somente por causa da falta de “poluição da luz”, mas principalmente pela ausência de poluição do ar.

Rio de Janeiro com céu estralado

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