Imagem: Greenpeace
Por Greenpeace Brasil | Na maior floresta tropical do mundo, que abriga cerca de 390 bilhões de árvores, algumas conseguem alcançar dimensões tão surpreendentes que desafiam nosso entendimento. Elas são chamadas de árvores gigantes da Amazônia e figuram entre os maiores seres vivos do bioma.
Para ser considerada gigante, uma árvore tem que ter mais de 60 m de altura. Segundo pesquisadores, a maior já identificada é um angelim-vermelho de 88,5 metros de altura, localizado na Amazônia brasileira, medindo 10 metros de circunferência e com idade estimada entre 400 e 600 anos, crescendo antes mesmo do Brasil se tornar um país independente.
Apesar de seus tamanhos surpreendentes, as gigantes são raras. Até o momento, os pesquisadores conseguiram mapear cerca de 55 milhões de árvores gigantes espalhadas pela Amazônia, o que representa apenas 0,001% de todas as árvores do bioma, exceção em uma floresta conhecida pela abundância em fauna e flora.
Um fato curioso é que as árvores gigantes não pertencem a uma única espécie. Diferentes tipos de árvores podem atingir alturas impressionantes quando encontram as condições certas para crescer ao longo de anos, até séculos.
O angelim-vermelho é uma das espécies de árvores gigantes mais conhecidas, mas os cientistas ainda estão descobrindo quais outras árvores conseguem alcançar esse porte. Em muitos casos, a identificação só é possível durante expedições de campo, já que por si só, infelizmente, a altura não revela a espécie.
O que torna essas árvores tão extraordinárias é o tempo. Depois de atingirem a maturidade, elas crescem lentamente, em média entre 1,5 e 2 centímetros por ano, fazendo com que cada árvore gigante da Amazônia represente séculos de desenvolvimento contínuo em uma floresta que permanece em constante transformação.
Outro desafio é localizá-las. Pesquisadores utilizam sensores LiDAR, que emitem pulsos de laser para medir distâncias e criar mapas 3D, embarcados em aeronaves, além de imagens de satélite e expedições terrestres. O apoio da tecnologia permite identificar árvores que se elevam acima do dossel da floresta e direcionar de forma mais eficaz equipes para confirmar sua real localização e características individuais.
As maiores concentrações conhecidas dessas gigantes estão no sul do Amazonas, no Amapá e no sudeste do Pará. Mas os levantamentos ainda estão longe de terminar. A cada nova pesquisa, surgem descobertas que ampliam o conhecimento sobre a floresta e revelam o quanto ainda existe para ser conhecido na Amazônia.
As árvores gigantes são uma parte muito importante da Amazônia que resiste. Essas árvores atravessaram literalmente séculos, sobreviveram a mudanças ambientais e continuam de pé em um momento em que a floresta enfrenta ameaças humanas crescentes. São verdadeiros monumentos vivos.
Algumas das gigantes mapeadas recentemente pelos pesquisadores já sucumbiram. Foram vítimas da abertura de estradas, do desmatamento, de incêndios e atualmente estão sendo ameaçadas também pelo garimpo ilegal. Clique para saber mais sobre essas ameaças.
Junte-se a nós na proteção dessas gigantes amazônidas!
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Este texto foi originalmente publicado pelo Greenpeace, de acordo com a licença CC BY-SA 4.0. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.
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