Imagem de Juanita Geldenhuys no Unsplash
Uma sequência de mortes suspeitas colocou em alerta a cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí. Em apenas 29 dias, 32 animais – entre cães, gatos e aves – foram encontrados sem vida com evidentes sinais de intoxicação. O caso mais recente, ocorrido em 30 de abril, vitimou um gato que vivia nas ruas, mas recebia cuidados de um protetor da região. As investigações da Polícia Civil apontam para a atuação criminosa de vendedores de veneno ilegal.
A substância apreendida durante a Operação Antídoto, deflagrada para conter os envenenamentos, é o carbofurano líquido – produto banido em todo o território nacional e conhecido popularmente como chumbinho. Foram recolhidas 48 unidades do composto, considerado altamente tóxico e letal. Enquanto isso, o principal suspeito, um comerciante detido por venda ilegal do veneno, obteve liberdade provisória na quinta-feira (30) após recolher fiança de R$ 5 mil.
Os primeiros ataques ocorreram no bairro Igaraçu, mas rapidamente se espalharam por diferentes pontos da cidade. Entre os dias 2 e 30 de abril, a cada dia que passava, novos casos surgiam. O gato morto na última ocorrência demorou três dias para sucumbir após começar a vomitar e apresentar tremores – sinais clássicos de envenenamento. Nenhum dos 32 animais resistiu.
A Polícia Civil segue com as apurações, enquanto protetores de animais cobram punições mais severas. A liberação do comerciante causou revolta entre moradores, que temem novos ataques. Operações como a Antídoto revelam um problema estrutural: a facilidade de acesso a agrotóxicos proibidos, desviados do controle sanitário e vendidos como raticidas clandestinos. Enfrentar essa rede exige fiscalização rigorosa e denúncias da população. Em Parnaíba, a morte de 32 animais em menos de um mês soa como um alarme: veneno nas ruas envenena a confiança e a segurança de toda a comunidade.
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