Sociedade e Cidadania

Redes sociais ampliam a desinformação científica e desafiam a credibilidade da ciência

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Por Luli Radfahrer – Jornal da USP | A disseminação de informações falsas sobre ciência nas redes sociais é impulsionada por algoritmos que priorizam conteúdos capazes de provocar emoções fortes, como medo, surpresa e indignação. Segundo o especialista Luli Radfahrer, mensagens simples, categóricas e sensacionalistas costumam gerar mais engajamento do que informações científicas, que exigem cautela, explicações e linguagem técnica.

Entre os temas mais afetados pela desinformação estão vacinas, mudanças climáticas, hábitos saudáveis, tratamentos alternativos e promessas de curas milagrosas. A repetição de informações falsas, mesmo quando o objetivo é desmenti-las, também pode reforçar sua memorização, fenômeno conhecido como efeito da familiaridade.

Radfahrer destaca que os algoritmos contribuem para esse cenário ao priorizar conteúdos que mantêm os usuários conectados, sem necessariamente considerar a veracidade das informações. Para enfrentar o problema, ele defende a regulamentação das plataformas digitais, a identificação de conteúdos verificados, a redução do alcance de informações falsas sobre saúde pública e parcerias com instituições científicas e jornalistas para agilizar a checagem dos fatos.

O especialista ressalta, ainda, a importância de responsabilizar quem divulga informações, como forma de promover uma sociedade mais consciente e responsável.

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Este texto foi originalmente publicado pelo Jornal da USP, de acordo com a licença CC BY-SA 4.0. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.

Bruna Chicano

Cientista ambiental, vegana, mãe da Amora e da Nina. Adora caminhar sem pressa e subir montanhas.

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