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Por ABRE – Associação Brasileira de Embalagem | A sustentabilidade ganhou maior protagonismo na 26ª edição do Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, promovido pela ABRE – Associação Brasileira de Embalagem. Em uma edição recorde, com 514 embalagens inscritas em 36 categorias, a premiação ampliou o olhar sobre os desafios ambientais da cadeia ao dividir a categoria de Sustentabilidade em B2B e B2C.
A nova configuração reforça uma visão mais ampla da sustentabilidade em embalagem, que vai muito além da escolha de materiais. Eficiência produtiva e logística, redução de perdas, uso racional de recursos, circularidade, desempenho, escala, destinação pósconsumo e a relação entre produto e embalagem também fazem parte dessa discussão.
Entre os destaques da edição estão a Smurfit Westrock, Ouro em Sustentabilidade B2B com o projeto Brasfruit – Bin Octagonal 600 kg, e a Beiersdorf, vencedora Ouro de Sustentabilidade B2C com Nivea Sun Protetor Solar.
O Ouro de Sustentabilidade B2B foi conquistado pela Smurfit Westrock, com o projeto Brasfruit – Bin Octagonal 600 kg.
Desenvolvida para uma aplicação voltada à cadeia produtiva, a solução evidencia como ganhos ambientais podem estar associados à eficiência logística, à otimização do uso de recursos e ao desempenho da embalagem ao longo das operações de transporte e distribuição.
A criação da categoria B2B amplia o olhar sobre sustentabilidade para além da embalagem presente no ponto de venda, reconhecendo soluções industriais e logísticas capazes de gerar ganhos em diferentes etapas da cadeia.
Em Sustentabilidade B2C, o Ouro ficou com a Beiersdorf, pelo projeto Nivea Sun Protetor Solar.
A embalagem incorpora material reciclado pós-consumo, aproximando a discussão sobre circularidade da realidade dos produtos de grande consumo e mostrando como a redução do uso de matéria-prima virgem pode ser incorporada a embalagens produzidas em escala.
No B2C, além dos atributos ambientais da solução, entram em discussão questões como viabilidade de mercado, desempenho, escala, destinação pós-consumo e a forma como essas características chegam ao consumidor.
A divisão entre B2B e B2C reforça que não existe uma única resposta para a sustentabilidade em embalagem: os desafios e as oportunidades variam de acordo com a função, o mercado, o sistema produto-embalagem e o contexto de uso de cada solução.
Além das categorias específicas de Sustentabilidade, outros projetos premiados em 2026 mostram como a agenda ambiental se conecta a tecnologia, eficiência, circularidade e redução de perdas.
Na categoria Tecnologia, o Ouro foi conquistado pela MBRF com o Pote Qualy Vegê Biocircular, projeto que leva a circularidade para uma aplicação de grande consumo e evidencia como a inovação tecnológica pode ampliar o uso de matérias-primas de origem circular nas embalagens.
Já na categoria Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos, a Seara Alimentos conquistou Ouro com o Kit Feijoada 600g – Embalagem Organiza Sabores, reforçando outro aspecto central da sustentabilidade: o papel da embalagem na proteção do produto e na redução de perdas ao longo da cadeia e no consumo.
Esses projetos ajudam a mostrar que a sustentabilidade em embalagem não pode ser analisada apenas pelo material utilizado. A função da embalagem, sua capacidade de proteger e conservar o produto, a eficiência logística, o uso de recursos e o que acontece ao final de sua vida útil também precisam ser considerados.
A Seara foi ainda eleita Empresa do Ano 2026, um dos principais reconhecimentos da premiação.
A edição 2026 também marcou a criação da categoria Acessibilidade e Inclusão nas Embalagens, ampliando o olhar do Prêmio para a dimensão social da sustentabilidade.
O primeiro Ouro da categoria foi conquistado pela Zon Design, com o Estojo Inclusivo – Talheres Forall, projeto que utiliza elementos táteis e soluções estruturais voltadas à acessibilidade.
A iniciativa integra um movimento mais amplo da ABRE. Neste ano, a Associação também lançou o Comitê de Acessibilidade e Inclusão nas Embalagens, liderado por uma profissional cega, criando um espaço permanente de diálogo entre empresas e especialistas sobre os desafios para tornar embalagens, produtos e informações mais acessíveis.
A edição 2026 marca ainda uma nova etapa na forma como a ABRE pretende utilizar o conhecimento gerado pelo Prêmio.
A partir deste ano, os projetos vencedores serão analisados em um relatório sobre movimentos e tendências da inovação em embalagem, desenvolvido em parceria com Ricardo Sastre, da Mudrá Design. A proposta é transformar o conjunto de informações em uma fonte estruturada de observação sobre as transformações do mercado.
“Quando analisamos o conjunto dos projetos inscritos, conseguimos ir além do reconhecimento individual dos vencedores e enxergar movimentos mais amplos da indústria. O Prêmio passa a ser também uma fonte de inteligência para identificar como temas como sustentabilidade, acessibilidade, eficiência, branding e experiência do consumidor estão evoluindo e se conectando nas decisões sobre embalagem”, afirma Isabella Salibe, gerente de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios da ABRE e responsável pela coordenação do Prêmio ABRE.
A 26ª edição do Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira alcançou o recorde de 514 embalagens inscritas em 36 categorias, envolvendo marcas, convertedores, agências de design, fornecedores e profissionais dos diferentes elos da cadeia.
A Seara Alimentos foi eleita Empresa do Ano 2026. No Voto Popular, que recebeu mais de 26 mil votos, o vencedor foi Nutella Street Art 2026, da Ferrero, Valgroup e Usina Escritório de Desenho.
A relação completa dos vencedores, com imagens dos projetos premiados, está disponível na Galeria de Inovação da ABRE.
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