Imagem: UNEP
Por PNUMA | É provável que você já saiba que o clima está mudando — e que isso é um problema. Mas o que exatamente está impulsionando a crise climática, quão grave é a situação atual e o quanto ela pode piorar?
Para responder a essas perguntas, avaliamos dados apresentados nos gráficos a seguir, todos provenientes de relatórios recentes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Gases de efeito estufa funcionam como um cobertor, retendo o calor próximo à superfície da Terra, aquecendo o planeta e impulsionando a mudança climática.
No âmbito do Acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões desses gases. No entanto, com poucas exceções, as emissões têm aumentado constantemente desde a década de 1850, atingindo um recorde de quase 58 bilhões de toneladas em 2024.
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À medida que os gases de efeito estufa se acumulam na atmosfera, a temperatura média da Terra aumenta rapidamente.
Em 2024, a temperatura global da superfície estava 1,5°C mais alta do que na segunda metade do século XIX. Isso dá continuidade a uma tendência de aquecimento observada há mais de 100 anos — com o aumento mais intenso ocorrendo nas últimas duas décadas.
Esse aquecimento está desestabilizando os delicados sistemas climáticos da Terra, e, segundo especialistas na área, levando a um aumento de enchentes, ondas de calor, incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos.
À medida que o planeta aquece, paisagens que permaneceram relativamente estáveis por milênios estão mudando rapidamente.
O Ártico é um exemplo marcante: o solo congelado (permafrost) está descongelando. Quando isso ocorre, ele libera carbono e metano armazenados na atmosfera.
Especialistas alertam que isso pode criar um efeito de retroalimentação, acelerando ainda mais a mudança climática.
Não é possível prever com precisão o quanto a Terra vai aquecer e o quão severa será a mudança climática no futuro. Isso depende em grande parte das ações dos países para reduzir emissões, conforme o Acordo de Paris.
Especialistas do PNUMA identificaram alguns cenários possíveis:
Se o mundo continuar no caminho atual, a temperatura pode subir entre 2,5°C e 4,6°C neste século. Se todos os compromissos forem cumpridos, o aquecimento pode ficar entre 2,1°C e 2,9°C. Esses aumentos de temperatura podem ser desastrosos.
À medida que as temperaturas aumentam, aumentam também as chances de mudanças irreversíveis — e até mesmo catastróficas — na Terra. Se o mundo aquecer 2 °C, é muito provável que quase todos os corais de águas quentes morram, devastando os recifes que sustentam os ecossistemas costeiros. Se as temperaturas subirem 3 °C, as camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida Ocidental provavelmente entrarão em colapso, causando o aumento do nível do mar e inundando as costas. Com um aquecimento de 4 °C, a floresta amazônica poderia se transformar em uma savana, privando o planeta de uma fonte essencial de oxigênio e liberando uma quantidade enorme de carbono armazenado, agravando ainda mais a crise climática. No ritmo atual de aquecimento, espera-se que vários pontos de inflexão sejam ultrapassados neste século.
Além de ser devastadora para as plantas, os animais e outros seres vivos, a mudança climática poderia reduzir o produto interno bruto mundial em impressionantes 22% até 2100 (a linha preta). A esse ritmo, US$ 133 trilhões em riqueza desapareceriam a cada ano.
Embora as emissões de gases de efeito estufa estejam aumentando globalmente, elas estão diminuindo ou devem diminuir em muitos países, incluindo Austrália, China, União Europeia, Japão e República da Coreia. Há esperanças de que, à medida que os países melhorem a eficiência energética e abandonem os combustíveis fósseis, as emissões possam cair ainda mais. Mas especialistas alertam que o ritmo da mudança precisa acelerar drasticamente.
Os gráficos acima foram extraídos de três publicações do PNUMA: The Adaptation Gap Report 2025, The Emissions Gap Report 2025 e o Seventh Edition of the Global Environment Outlook.
Este texto foi originalmente publicado pelo PNUMA, de acordo com a licença CC BY-SA 4.0. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.
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