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“Tubarão-martelo” é o nome dado a qualquer uma das 10 espécies de tubarão pertencentes aos gêneros Sphyrna e Eusphyrna. Da família Sphyrnidae, esses animais são caracterizados por terem cabeças achatadas em forma de martelo ou pá — conhecidas como cefalofólios.
Em geral, os tubarões, independentemente da espécie, são os animais mais infames dos oceanos. Como predadores, suas reputações os procedem como os maiores vilões das águas — sendo causa, muitas vezes, do medo de banhistas ao redor do mundo inteiro.
Mas o tubarão-martelo é realmente uma causa de medo? Ou apenas outro predador cuja sobrevivência está ameaçada por causa dos seres humanos?
Existem três principais espécies de tubarão martelo, são elas:
Eles podem ser encontrados em águas tropicais e quentes ao redor do mundo e comumente vistos perto de litorais e recifes de coral. Nesses locais, caçam o que completa uma dieta de arraias, lulas, polvos, peixes menores e, às vezes, outros tubarões.
No Brasil, o tubarão-martelo ocorre em toda a costa, desde o litoral nordestino até o sul.
Tubarões-martelo são peixes cartilaginosos que podem variar de tamanho dependendo da espécie. Enquanto a espécie conhecida como S. corona atinge apenas a média de 90 centímetros, o grande tubarão-martelo (S. mokarran) pode alcançar até 6,1 metros de comprimento.
A cabeça desses animais não é apenas parte de sua estética inconfundível. Com os olhos separados, eles possuem um campo visual melhor do que a maioria dos outros tubarões, podendo examinar o oceano em busca de comida com mais rigor que seus parentes.
A cabeça achatada e expandida serve a vários propósitos à espécie. Ela funciona, por exemplo, como um plano de proa hidrodinâmico que permite ao tubarão levantar e virar a cabeça de forma rápida e brusca. Isso possibilita uma maior manobrabilidade para que os tubarões consigam abocanhar suas presas.
Mas não para por aí. A narina do tubarão-martelo é muito mais dilatada em comparação com outros grupos de tubarões, sugerindo uma maior capacidade de localizar presas e seguir odores até suas fontes.
Além disso, o espaçamento maior entre os olhos pode proporcionar um campo de visão mais amplo. E, também, pode ampliar o campo de visão lateral e aumentar a percepção de profundidade anterior.
Foto de Jonas Allert na Unsplash
Todas as características deste animal proporcionam um título importante: o tubarão-martelo é um predador feroz.
Assim como grande parte dos animais marinhos, essa espécie possui um grupo de órgãos sensoriais essenciais para a sua sobrevivência — as ampolas de Lorenzini. Esses eletrorreceptores permitem que os tubarões detectem os campos elétricos criados por animais que servem de presa.
Ademais, a maior sensibilidade das ampolas do tubarão-martelo permite que ele encontre sua refeição favorita, as arraias, que geralmente se enterram na areia.
Embora sejam predadores conhecidos, os tubarões-martelo raramente representam algum tipo de ameaça aos seres humanos. De fato, dados do International Shark Attack File (ISAF), que documenta ataques de tubarão em todo o mundo, apontam que houveram apenas 18 ataques não provocados de tubarões-martelo a humanos. Destes, nenhum foi fatal.
Porém, é importante ressaltar o termo “não-provocado”. Ele se refere a ataques em que o tubarão não foi atraído ou provocado pelo comportamento humano. A maioria dos encontros entre humanos e tubarões-martelo transcorre sem incidentes ou resulta no tubarão nadando para longe após um breve momento de curiosidade.
Por outro lado, apesar de raros, esses ataques podem ocorrer devido à circunstâncias específicas. Os ataques de tubarão são mais prováveis nas seguintes situações:
Embora o tubarão-martelo não represente uma ameaça significativa para os humanos, os humanos representam uma ameaça significativa para a espécie. Segundo informações do governo Australiano, por exemplo, a pesca comercial é a principal ameaça à espécie, com um limite legal de captura de 370 toneladas por ano em águas australianas.
Esses tubarões são frequentemente alvos da pesca por suas barbatanas, e, além disso, suas populações estão em declínio devido à pesca excessiva e à destruição do habitat. De fato, muitas espécies de tubarões-martelo estão agora listadas como ameaçadas de extinção ou vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
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