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Por Incentiv | As reflexões promovidas pela Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada do início do mês, seguem relevantes reforçando a importância de soluções inovadoras capazes de unir educação, empregabilidade e sustentabilidade. Nesse contexto, projetos como o Escolas do Futuro, iniciativa do Instituto Ecoleta, e o projeto Onde Há Rede, Há Renda, idealizado pelo Movimento Cidade Projetos Criativos, buscam contribuir para a transformação de resíduos em oportunidades, geração de renda e formação cidadã.
O Escolas do Futuro propõe transformar escolas públicas em espaços de aprendizagem prática por meio da implementação de biodigestores capazes de converter resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante. Já o Onde Há Rede, Há Renda pretende capacitar redes comunitárias, associações e grupos informais para atuar na reciclagem e reutilização de resíduos sólidos em diferentes regiões do país.
Enquadrados para receber aportes via Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR), os projetos fazem parte do portfólio da startup Incentiv, ecossistema de soluções focadas em gerar impacto social positivo, que conecta empresas, pessoas e projetos socioambientais por meio de leis de incentivo fiscal. Com menos de dez anos de atuação, a startup registra mais de R$ 5 bilhões em projetos aprovados e um total de mais de R$ 608 milhões captados para mais de 1,3 mil projetos sociais.
Para o cofundador e Diretor de Marketing e Vendas (CSMO) da Incentiv, Diego Bartolo, poder impulsionar e ajudar a tirar do papel iniciativas que promovem benefícios ambientais, sociais e econômicos integrados, além de contribuir diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, reforça como as leis de incentivo podem ser instrumentos de transformação nos territórios e na vida das pessoas.
“A LIR é uma ferramenta estratégica para viabilizar projetos que transformam resíduos em valor, oferecendo benefícios fiscais atrativos para empresas que buscam alinhar suas metas de ESG (Environmental, Social, and Governance) ao investimento social privado. Em 2025, a lei foi oficialmente regulamentada e iniciou o processo de aprovação de projetos, com propostas que somaram um potencial de captação de R$ 2,2 bilhões. No período, a Incentiv encerrou o ciclo com 12 projetos aprovados e em captação, que totalizaram R$ 30 milhões em potencial de investimento”, destaca o CSMO da Incentiv.
Com a proposta de conectar educação ambiental aplicada, tecnologia, economia circular e desenvolvimento de competências para o século XXI, o Escolas do Futuro pretende posicionar a escola como agente estratégico da transição sustentável. A ser realizado ao longo de 120 dias, em Manaus, no Amazonas, a iniciativa tem potencial para beneficiar cerca de 20 mil pessoas, entre estudantes, professores, gestores escolares e comunidades do entorno.
A ação visa a destinação correta de toneladas de resíduos orgânicos, a redução da emissão de gases de efeito estufa e a criação de um modelo escalável e replicável de educação sustentável aplicada. Outro eixo central da proposta é a capacitação de professores e equipes escolares para o uso seguro dos equipamentos, ampliando o potencial pedagógico da iniciativa no ambiente educacional.
Além da infraestrutura ambiental, o projeto aposta em metodologias de engajamento como gamificação e experiências práticas para estimular o protagonismo juvenil.
“A ideia é fazer do cotidiano escolar um verdadeiro laboratório vivo, no qual os alunos acompanham em tempo real indicadores ambientais, educacionais e sociais relacionados ao reaproveitamento de resíduos e à redução de impactos climáticos”, explica o diretor do projeto, Bellmond Viga.
O Escolas do Futuro também busca ampliar o alcance de soluções de economia circular e estimular a troca de conhecimento entre territórios. Para isso, foi estruturado como um modelo de intercâmbio entre a Região Norte e outros estados brasileiros com o objetivo de levar a metodologia a novas localidades e validar sua aplicação em diferentes contextos educacionais.
“Em um cenário de crescente debate sobre mudanças climáticas e gestão de resíduos, o Escolas do Futuro propõe um novo papel para as escolas públicas brasileiras: o de centros de inovação socioambiental capazes de formar as próximas gerações para uma economia mais verde e consciente”, destaca Bartolo.
Com capacitações gratuitas em três módulos: Gestão e Empreendedorismo; Reciclagem e Reaproveitamento de Resíduos (tecido, plástico ou madeira); e Lei de Incentivo à Reciclagem, o Onde Há Rede, Há Renda pretende transformar resíduos em novos produtos e oportunidades de negócio.
São nove capacitações, com potencial de beneficiar até 960 pessoas e fortalecer cerca de 150 redes comunitárias em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Manaus, Porto Alegre, Brasília, Curitiba e Belém, entre outras capitais brasileiras.
“Acreditamos na profissionalização de comunidades que já atuam, muitas vezes de forma informal, com o reaproveitamento de materiais descartados. Além da formação técnica, iremos oferecer suporte à continuidade das iniciativas, com bolsas e equipamentos para os participantes. A ideia é ampliar a autonomia econômica dos grupos envolvidos, estimular a formalização de negócios e fortalecer cadeias produtivas locais ligadas à economia circular”, afirma a diretora-geral do projeto, Luísa Costa.
Outro eixo estratégico da iniciativa é a conexão entre empresas e redes comunitárias, aproximando o setor privado de projetos capazes de gerar impacto social e ambiental nos territórios. A proposta cria uma ponte entre companhias interessadas em sustentabilidade e comunidades que podem fornecer soluções de reaproveitamento de resíduos e produção responsável.
“Em um país que ainda enfrenta desafios relacionados ao desemprego, à informalidade e à gestão de resíduos, o projeto reforça uma tendência crescente: a de que inclusão produtiva e sustentabilidade podem caminhar juntas, e gerar renda onde antes havia descarte”, destaca o CSMO da Incentiv, Diego Bartolo.
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