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Brasileiras e angolana entre as 100 mulheres que transformam agricultura

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Por ONU News | As brasileiras Luena Pataxó e Joana Rodrigues Mousinho, ao lado da angolana Teresa Mariz, foram reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, por sua liderança e inspiração.

As três integram a lista das 100 Heroínas dos Sistemas Agroalimentares e do Desenvolvimento Rural ao lado de outras líderes em todos os continentes. O anúncio, feito neste Dia Mundial da Alimentação, acontece com as celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026.

Progresso em comunidades 

As trajetórias revelam a determinação e a inovação que, diariamente, moldam o futuro da alimentação, protegem a biodiversidade e impulsionam o progresso em comunidades de todo o mundo. 

Além da pesca, Joana Mousinho atua na defesa dos direitos territoriais e na conservação dos ecossistemas de manguezal | FAO 2026

Suas atuações abrangem toda a cadeia de valor agroalimentar, desde a pesca artesanal à gestão empresarial, da preservação de saberes ancestrais à liderança comunitária, provando que a transformação sustentável do planeta acontece tanto na terra quanto no mar.

A pernambucana Joana Rodrigues Mousinho é pescadora artesanal e defensora da ideia de que garantir a visibilidade e os direitos das mulheres das águas é proteger a própria vida dos ecossistemas.

Pioneirismo nas águas do Brasil

Referência nacional na defesa das mulheres no setor pesqueiro brasileiro, Joana é pioneira no reconhecimento formal do trabalho feminino na pesca, promovendo o protagonismo das mulheres, a igualdade de gênero e a inclusão social. 

Além da pesca, ela atua na defesa dos direitos territoriais e na conservação dos ecossistemas de manguezal. Joana também apoiou a expansão de medidas de proteção social para comunidades em rios e praias, concretizando um legado de dignidade, direitos e subsistência para as mulheres do mar no Brasil.

Já a líder indígena e pescadora artesanal na Bahia, Luena Pataxó, defende que a sustentabilidade e os saberes dos povos originários devem caminhar lado a lado com a construção de um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo.

Luena se destaca como força motriz do desenvolvimento local | FAO 2026

Como líder associativa, Luena coordena ações nos territórios Pataxó com foco no reforço do protagonismo feminino. Ela atua para dinamizar a pesca sustentável enquanto preserva a herança cultural e o conhecimento ancestral do seu povo. 

Desenvolvimento verdadeiramente inclusivo

Por meio da gestão de projetos, do engajamento comunitário e de iniciativas de formação para a juventude, Luena se destaca como força motriz do desenvolvimento local, da tutela ambiental e da criação de oportunidades econômicas para as comunidades indígenas.

A outra lusófona na lista das 100 mais vem de Angola: empresária agrícola Teresa Mariz reforça que a determinação e a inovação no campo são os pilares fundamentais para nutrir comunidades e transformar economias rurais.

Líder rural na província do Moxico, Teresa dedica há mais de duas décadas a sua vida ao fortalecimento da produção alimentar local e ao desenvolvimento rural sustentável em Angola. 

“Rainha da Mandioca” se destaca pelo pioneirismo na produção em grande escala dessa cultura essencial em Angola | FAO 2026

Rainha da Mandioca

Após uma carreira de sucesso no setor bancário, fundou sua fazenda há 20 anos, onde hoje gere uma produção agrícola e pecuária com forte impacto na segurança alimentar regional.

A conhecida como a “Rainha da Mandioca”, ela se destaca pelo pioneirismo na produção em grande escala dessa cultura vital, aliando a visão estratégica da gestão empresarial à experiência prática da terra em um contexto desafiador. 

Teresa foi reconhecida por demonstrar como o empreendedorismo feminino pode impulsionar o desenvolvimento sustentável e inspirar uma nova geração de agricultoras no continente africano.

Para a FAO, o grupo das 100 Heroínas prova que “investir nas produtoras rurais é investir no futuro da humanidade” por meio de uma liderança feminina que nutre o mundo e protege o planeta.

Com o seu trabalho, as premiadas abriram novos mercados, reforçaram a segurança alimentar, protegeram recursos naturais vitais e criaram oportunidades de emprego e formação para as próximas gerações. 

A agência especializada da ONU destaca que a trajetória de cada uma delas representa a união perfeita entre a força individual e o compromisso coletivo com sistemas agroalimentares mais inclusivos, resilientes e justos.

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Este texto foi originalmente publicado pela ONU News, de acordo com a licença CC BY-SA 4.0. Este artigo não necessariamente representa a opinião do Portal eCycle.

Bruna Chicano

Cientista ambiental, vegana, mãe da Amora e da Nina. Adora caminhar sem pressa e subir montanhas.

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