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Com prefácio à edição brasileira sobre o contexto da pandemia de covid-19, o autor explora no livro a necessidade de estabelecermos experiências comunitárias a fim de retomar nosso vínculo com a natureza e preservar a terra-mãe

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Há tempos a natureza nos envia alertas vinculados à sobrecarga que a humanidade, guiada pelo capitalismo e pelo neoliberalismo, delega aos recursos naturais do planeta.

A pandemia do novo coronavírus e as temperaturas extremas nos hemisférios norte e sul do
globo são apenas alguns dos indícios mais recentes e drásticos desse apelo.

Um dos maiores especialistas em pós-modernidade, Michel Maffesoli já era referência no campo da sociologia nos anos 1990, e em seu mais recente livro – Ecosofia: uma ecologia para nosso tempo, lançado agora pelas Edições Sesc –, o autor francês nos honra com seu legado intelectual ao sintetizar a necessidade urgente de nos reconectarmos com a terra-mãe, a fim de recobrarmos o objetivo de sobrevivência da nossa espécie.

Para Maffesoli, o poder “da ação brutal e do desenvolvimento desenfreado” gerou uma ruptura entre o humano e a natureza, entre o corpo e o entorno, o que acarretou uma devastaçãoimposta pelo racionalismo em detrimento da nossa conexão inerente com a “casa comunitária”.

Aqui, o autor contrapõe o progressismo e o progressivo, indicando, respectivamente, que “a máxima ‘ordem e progresso’ […] não combina mais com o espírito do tempo” e que precisamos reconhecer a causalidade do passado para mudar o presente e garantir algum futuro. Para ele, “o passado é a pedra do nosso presente.

Poderíamos prosseguir assinalando que o presente nada mais é que a concretização do
passado e do futuro”.

Ficha técnica:

  • Ecosofia: Uma Ecologia Para Nosso
  • Tempo
  • Autor: Michel Maffesoli; tradução de
  • Fernando Santos
  • Edições Sesc São Paulo,
  • 2021
  • ISBN: 978-65-86111-22-4
  • Preço: R$ 48
  • Páginas: 168

Ainda, em seu esforço para desmitificar a vil crença em prol da brutalidade dos meios de produção e da redução das pessoas ao seu valor-trabalho, o sociólogo destaca nossa comunhão estrutural com a natureza, a dependência mútua capaz de fortalecer nosso senso de pertencimento a uma comunidade – destaca, enfim, aecosofia, definida por ele como “a sabedoria, de antiga memória, da casa (oikos) comum, esta nossa Terra”.

Que a leitura de Ecosofia: uma ecologia para nosso tempo nos provoque e enseje a iniciar o quanto antes nosso retorno a um Real mais amplo”, ou seja, “um retorno à natureza essencial das coisas”, a fim de contarmos, minimamente, com algum futuro.

Maffesoli é professor emérito da Universidade Sorbonne (Paris V), fundador e diretor do Centre surl’Actuel et leQuotidien (Centro de Estudos sobre a Atualidade e o Cotidiano), vice-presidente do Institut Internacional de sociologie (Instituto Internacional de Sociologia) e secretário-geral do Centre de Recherchesurl’Imaginaire (Centro de Pesquisa sobre o Imaginário).